Afinal de contas, até onde o Brasil pretende ir no caso do italiano Cesare Battisti ?
Sejamos francos: Não há nada mais ridículo do que o conceito de “crime político”. Crime é crime! O ato criminoso é o meio, e o fim depende do que o criminoso deseja com seu crime. Só que para os comunistas não. Eles foram espertos em se refugiar nesta história de crime político blindando seus atos contra a força da lei. Para os comunistas os seus fins, sempre justificaram quaisquer meios, inclusive terrorismo e assassinato. Desconfio que Battisti era comunista.

Nesta segunda-feira o senado da Itália aprovou, por unanimidade, uma moção a favor da extradição de Cesare Battisti. O texto solicita que o governo italiano use todos os meios judiciais para conseguir a extradição e que, se for preciso, que o governo italiano leve o caso ao Tribunal Internacional de Haia, na Holanda.

Ora imaginem só, o Brasil tendo que se explicar na Corte Internacional de Justiça. Ridículo, simplesmente ridículo.

Caso a Itália recorra à Corte Internacional de Justiça de Haia (Holanda) para obter a extradição de Cesare Battisti, o Brasil deverá ser condenado por descumprimento de tratado bilateral entre os dois países. Nunca um país deixou de cumprir as decisões de Haia.

Os países não são efetivamente obrigados a cumprir as decisões daquele tribunal, entretanto, na prática, todos as cumprem voluntariamente. Mas há o aspecto moral que tem um peso internacional muito grande. Nenhum país quer ser descumpridor das decisões de uma corte internacional. Ainda mais o Brasil, que quer assumir posições de liderança no mundo e almeja uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

Esta mais do que na hora do Brasil rever seus conceitos antes que seja tarde demais.
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Fuga do dever
Já são por demais conhecidos os trágicos efeitos do desastre ambiental que se abateu sobre o Rio de Janeiro com mais de 650 mortos e milhares de desabrigados em consequência das chuvas e dos deslizamentos de terra.

A pergunta que se faz é como evitar que calamidades desse tipo se repitam de forma recorrente no Brasil? Transferir ou atribuir a culpa ao tempo é fugir da responsabilidade, é fuga do dever. A afirmação é da indiana Debarati Guha-Sapir, diretora do Centro para Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, com sede em Bruxelas. Na condição de uma das maiores autoridades mundiais em calamidades naturais, ela observou: “Dizer que o problema é consequência das mudanças climáticas é fugir da responsabilidade, é desculpa dos governos para não fazer nada”; em resumo, depositou no descaso político a principal causa de tantas mortes em desastres naturais pelo mundo afora.

A imprensa já havia noticiado que choveu mais em Portugal e na Austrália do que no Rio de Janeiro. Mas o número de mortos no Rio foi esmagadoramente superior .Está certa ela.

O descaso político, a ausência total de políticas públicas voltadas para a prevenção e o amparo às áreas atingidas, aliadas a inércia diante de outras tragédias já ocorridas na mesma região reforçam o que disse a diretora. Se o fato já aconteceu em anos anteriores porque a retirada dos moradores das áreas de risco, a recuperação da camada verde comprometida pelas ocupações irregulares e a realização de obras de contenção em morros e encostas não foram feitas? Respondo: Porque os maus administradores e os políticos são incompetentes e lembram do ser humano apenas na hora do voto.
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Pode?
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Flagrante de desrespeito no trânsito.  Leitor do blog envia foto ao lado. Como pode uma caminhão simplesmente estacionar em uma via de grande fluxo de veículos como a rua 13 de Maio próximo ao cruzamento com a rua Júlio de Castilhos no centro de Bento Gonçalves, para carregar a mudança de um morador das imediações? Esta certo isso? Em qualquer horário? Ou deveria ser em horário de menor movimentação de veículos? Quem autorizou?
Nota: O fato ocorreu às 16 horas do dia 17 e às 10h do dia 18.
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Humm... acho que só para 2013
Um dia depois de voltar de férias, o presidente em exercício do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Cezar Miola, emitiu um alerta às Câmaras Municipais para que respeitem as Constituições Estadual e Federal e esperem até 2013 para reajustar os salários dos vereadores, só a partir do início da próxima legislatura. 

Confira na íntegra
 a nota emitida pelo conselheiro
 Cezar Miola: Clique para ampliar

Só que tem vereadores que vão ainda assim pegar o dinheiro e esperar para ver o que acontece. Algo do tipo “se ninguém falar nada eu fico com a grana”.

A dúvida sobre o alcance do efeito-cascata do reajuste aprovado no Congresso, que também aumentou o salário dos deputados gaúchos, motivou Miola a lançar uma nota oficial frisando que os Legislativos Municipais devem observar o chamado "princípio da anterioridade", que prevê que os reajustes aprovados nas Câmaras só valham para a legislatura seguinte.
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Não têm segurança no conselhão

Coronel reformado da Brigada Militar examinou cuidadosamente as profissões e área de atuação dos 80 integrantes do Conselhão do governo estadual e observou, pesaroso, que não há na lista nenhum representante da Segurança Pública. Nem delegado de Polícia, nem alguém da Brigada Militar ou de órgãos que dão suporte às polícias. Verdade. O que chega mais perto é um conselheiro tutelar.

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