Sobre cargos de confiança
Cargo de confiança é aquele para o qual o administrador público nomeia quem ele bem entende sem concurso, e também pode demiti-lo a qualquer instante. Segundo as últimas informações, só no governo federal existem hoje 22 mil cargos dessa natureza. Informações baseadas em levantamentos do IBGE revelam que de 2005 para 2006 os cargos de livre nomeação em todas as 5.564 prefeituras e câmaras municipais brasileiras aumentaram de 380.629 para 422.831 e que, se mantida a média anual de criação de 42 mil novos cargos, o contingente hoje já deve passar dos 700 mil. As mesmas fontes também dizem haver 150 mil não concursados nomeados nos governos estaduais.

Os números são assustadores . Como ninguém poe a mão nisso? Por uma simples razão, os cargos são moedas de troca para a governabilidade. E, em vez de ocupados por profissionais, são na maioria das vezes entregues a políticos perdedores de eleições ou a cabos eleitorais. Em muitos casos, a má qualidade do serviço público se deve a essa situação. É evidente que não são os comissionados os únicos problemas do setor. Mas resolvendo essa parte, se encontrará solução para muitos problemas. Tem político que já se elegeu afirmando que ia reduzir os cargos de confiança. Mas não fez. Por isso, antes de decidir em quem votar, seria importante saber se eleitos – prefeitos ou vereadores – como irão tratar a questão dos cargos de confiança. Se vão nomear apenas seus secretários e auxiliares diretos – como é o mais indicado e decente – ou se continuarão empregando por interesse.

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