Será apenas uma “marolinha”?
Desde que virou candidata foram poucas as vezes em que a presidente Dilma Rousseff esteve tão exposta quanto no último sábado, na abertura da Copa das Confederações. Até na campanha, onde estava muitas vezes acompanhada do presidente Lula, o padrinho deixava Dilma longe do povo. Depois, já presidente, em outras oportunidades,ela sempre foi aplaudida, elogiada, cercada de sorrisos, pedidos de autógrafos e fotografias. Agora, tem a certeza de que tudo está diferente. E, se o cenário não mudar, a campanha pela reeleição promete ser muito mais dura do que foi a vida de candidata e de presidente até aqui.Há no meio político, de um modo geral, a avaliação de que o problema da vaia não é o seu volume. É o despertar que ela provoca. Para atentos observadores do cenário nacional, é sabido que a maioria das pessoas não costuma olhar a política todos os dias. Naquele momento, no estádio, todas as atenções estavam concentradas. E é nessa hora que quem não se liga em política passa a perguntar para o colega ao lado na cadeira, ou no bar, por que a vaia ocorreu; o que está acontecendo que o sujeito até ali não sabia. E é aí que mora o perigo para Dilma e para o projeto reeleitoral do PT. Ao responder, o vizinho fala da inflação, o outro reclama da saúde, o terceiro diz que o problema é a segurança, um fulano cita o aumento no preço da passagem de ônibus. Tome notícia negativa passando de boca em boca. É como uma pedra atirada num lago calmo que vai criando marola. Se isso será apenas uma “marolinha”, o futuro dirá.

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