A campanha contra a reeleição põe no mesmo saco os bons e os maus

Ouve-se muitas opiniões sobre o fim da possibilidade da reeleição tanto no executivo como no legislativo. Como se a proibição de um presidente, governador ou prefeito de disputar novo mandato fosse vacina contra a corrupção, os desvios de dinheiro público, o apadrinhamento e a lentidão da máquina pública.

É fato que existem políticos e políticos, prefeitos e prefeitos, mas quando o futuro da cidade, o bem estar dos cidadãos e a luta incessante pela qualidade de vida, está em jogo, vale a pena refletir.

Uma nova administração, como as que se iniciaram este ano, obrigatoriamente, passa por estágios de progressão que em hipótese nenhuma podem ser pulados. São os acertos de equipe, equalização de normas , processos, pessoas, de governabilidade, isso sem falar quando se assume o cargo tendo com herança um caminhão de dívidas. O caminho demanda de tempo até que uma cidade consiga resolver estas questões técnicas, administrativas e até de relacionamento, para conseguirem tocar seus projetos .

Substituir os comandantes em época em que todas as prefeituras, sem exceção, atravessam por grandes questões de corte de orçamento, diminuição dos repasses e aumento substancial dos custos administrativos e de manutenção do município, é de bom grado que continue seus comandantes a fim de evitar um consumo excessivo de tempo e perda imensurável de recursos que novamente demorarão mais dois anos para chegar.

Por isso só aceitaria o fim da reeleição caso o mandato fosse aumentado de 4 para 6 anos. A campanha contra a reeleição cheira a preconceito contra os políticos, reforçado pelos maus exemplos que maculam a imagem dos bons gestores. Na legislativo, sim, reeleição só uma vez, mas do que isso não, porque há muitos municípios que têm vereadores reeleitos há mais de três mandatos e se perpetuando no cargo sem fazer nada.

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