Racionalidade política ?!!

A sombra da Copa uma guerra surda se desenvolve em torno das alianças e acordos de chapas partidárias. Surpreende o tamanho dos acordos. Correntes e ideias que desafiam qualquer critério lógico. Muitas vezes não há sequer similaridade de ideias. Está prevalecendo mesmo é o interesse de curto prazo, específico, da vitória nas eleições de outubro próximo. E, assim, siglas tradicionalmente adversárias em nível nacional juntam-se para logo depois firmarem divórcio. No troca-troca, que virou característica deplorável da política brasileira, está novamente o refém eleitor. Negocia-se tudo e com os mais variados objetivos. Num primeiro momento, um acordo pode significar mais tempo na propaganda eleitoral na TV. Mais adiante, com as definições do poder, significa cargos, acesso à gestão de verbas, favorecimentos a apadrinhados nas chamadas bases partidárias e, com frequência, tráfico de influência e corrupção. Com 32 partidos em atividade, um exagero em qualquer democracia, o Brasil vem ampliando, ao invés de reduzir, o número de siglas. Não há racionalidade política capaz de pôr ordem em tantos interesses, muitos dos quais sem nenhuma relação com as demandas do país.

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