Banco Central revisa suas previsões de crescimento, que continuará baixo, e de inflação, que seguirá alta: uma combinação terrível para o país

Deu na Gazeta do Povo
O Boletim Focus, divulgado na segunda-feira pelo Banco Central, reduziu a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, de 1,05% para 0,97%. O Ministério da Fazenda, muito mais otimista, também reviu para baixo suas expectativas: em vez de 2,5%, o Brasil deve crescer 1,8% neste ano. Em comparação com o dado do BC, até que não parece tão ruim assim, mas sempre é bom lembrar que as habilidades de previsão de Guido Mantega e sua equipe já se tornaram piada até mesmo na imprensa internacional. Caso a previsão do BC se mostre acertada, Dilma terminará seu mandato com o pior desempenho médio entre os últimos presidentes. O crescimento médio de 1,8% ao ano seria mais fraco apenas que a queda de 1,3% na época de Fernando Collor – o que faria de Dilma a presidente com o pior crescimento médio desde a estabilização promovida pelo Plano Real. Para terem uma ideia, outros emergentes devem crescer tanto ou mais que o Brasil em 2014: segundo a versão mais recente do World Economic Outlook, do Fundo Monetário Internacional, publicada em abril o Brasil cresceria 1,8%. Considerando apenas os Brics, o país ficaria apenas à frente da Rússia (1,3%), mas atrás da China (7,5%), da Índia (5,4%) e da África do Sul (2,3%). E, por fim, o Brasil ainda estaria abaixo da média mundial (3,6%) e dos próprios emergentes (4,9%).

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