Dilma e Cunha estão na ante-sala da morte política. Injeção letal será primeiro em Cunha depois nela.


MP da Suíça diz que esquema atribuído a Cunha usou 23 contas em 4 países. As quatro contas atribuídas ao presidente da Câmara e à mulher dele, Cláudia Cordeiro Cruz, não declaradas à Receita, receberam R$ 23,2 milhões, segundo a Suíça. Documentos enviados pelas autoridades do país comprovam que um negócio de US$ 34,5 milhões fechado pela Petrobras em 2011 no Benin, na África, serviu para irrigar as quatro contas. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) concedeu uma entrevista à Folha desta quinta. Diz que não renuncia de jeito nenhum e que se tornou um alvo seletivo — entende-se que da Procuradoria-Geral da República. Eduardo Cunha e Dilma Rousseff estão ambos no corredor da morte política. São vizinhos de acomodações, em todos os sentidos. Os dois buscaram pela contaminação para a morte política por muito tempo, intoxicaram e agora estão em fase terminal. E já começo a me convencer que o presidente da Câmara entra por primeiro na salinha da injeção letal. Ele é a bola da vez e parece já ter perdido todos os recursos de adiamento da sentença. Em outros tempos, ele perderia o cargo de comandante da Câmara dos Deputados e ficaria por isso mesmo, mas pelo jeito vai-se o cargo de presidente e vai-se também o mandato de deputado. Depois disso, será a vez de Dilma.

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