Menos pastas e mais poder ao PMDB

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira (2) o corte de oito ministérios e a redução em 10% do salário dos ministros. Medida de efeito político, sem qualquer efeito relevante no contexto de economia. Dessa forma, 275 dias após ter sido eleita, a presidente muda toda a configuração do governo na tentativa de melhorar sua governabilidade e evitar a abertura de um processo de impeachment contra seu mandado.A presidente suprimiu ainda 3 mil cargos comissionados e 30 secretarias ministeriais, fundindo algumas delas nos chamados “superministérios”, como o da Previdência Social e Trabalho, que ficará sob o comando de Miguel Rossetto (PT). Para ela, a fusão dessas pastas tem o objetivo de “fortalecer e dar maior eficiência e foco às políticas públicas”. Dilma também anunciou a redução de 20% nos gastos de custeio e contratação de serviços nos ministérios, além da criação de metas para a redução nas contas de água e energia e nas despesas com telefone e passagens aéreas. A reforma ministerial da presidente Dilma Rousseff teve cortes que reduziram a Esplanada ao mesmo tempo em que ampliaram espaço ao PMDB. O partido do vice-presidente Michel Temer e dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, passou de seis a sete ministros. Para possibilitar a mudança, o PT reduziu sua própria abrangência, ao perder três ministérios.

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