Balcão de negócio em Brasília terá mais de 600 cargos

O PMDB nacional deu, nesta terça-feira, o sinal que parece definitivo: ao anunciar sua debandada da base de apoio ao governo, em decisão por aclamação, mostrou que praticamente não há caminho de volta que a presidente Dilma Rousseff, o PT, Lula e seus aliados possam trilhar para salvarem-se da derrocada final. A imprensa noticia que são cerca de 600 cargos de primeiro e segundo escalão que o PMDB terá que desocupar. Ora, um partido que está há 13 anos no poder, compartilhando decisões, negociando apoios e participando da governabilidade do PT, tem muito mais cargos do que isso. Em Brasília não há mais trabalho. Nada mais se decide, tudo é negócio, negociação, politicagem. Esse será o tom do resto do ano, até que se decida o futuro da presidente. Só política, só negociação e nada de medidas urgentes e necessárias para que o país resolva suas crises econômicas e sociais. O porta voz de Dilma, Ministro Jacques Wagner disse que no lugar do PMDB, haverá uma dose extra de benesses ao PP e PR, além de concessões ao Pros, PHS, PEN, PTdoB, PSL, PTN e qualquer outra legenda que se disponha a trocar cargos por votos contra o impeachment. O PP deve sair do governo e o PR não. O resto dos partidos, ajudam, mas não darão o peso político que Dilma precisa.

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