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Há poucas horas da eleição

Quando Lula disse: “eles não sabem do que somos capazes para você vencer novamente a eleição, Dilma”, e ela afirmou que “para vencer a gente faz o diabo”, ficou claro que a baixaria seria o tema da mensagem naquele tempo.

Lá em Brasília, como aqui em Bento Gonçalves, o que se tem visto nos últimos dias é algo muito semelhante e repugnante. Com esse tipo de comportamento, ataques com requintes de perversidade, sem nenhum pudor ou constrangimento no uso de qualquer coisa que seja capaz de provocar danos nos adversários foram resgatados por uma coligação que quer construir um novo tempo. Que tempo será este?

Têm candidato que caprichou no seu pacto com a obsessão pelo poder. Só pelo poder. Por um projeto pessoal. Extremismo puro.

Tais práticas elevam a repulsa do eleitor e o nível de indignação. Atitudes que não servem de parâmetro moral para qualquer que seja a intenção e que deixa indignado o povo sério, decente, honesto.

A tônica da campanha de uns, totalmente focada em bombardear o adversário, sem se preocupar com planos e metas, beira o ridículo. Os fatos do dia a dia mostram isso.

A estratégia destes está calcada em duas vertentes: destruir o adversário e mostrar ao eleitor menos esclarecido uma cidade que não existe. A tática é manjadíssima: a melhor forma de defesa é o ataque. Mesmo que o ataque seja feito com balas de inverdade, distorções, manipulações, falsidades e hipocrisia. Querem destruir o conceito e a prática de moralidade. De ética. De probidade. A gente já viu isso antes. Ressuscitaram tudo o que é mais condenável na prática eleitoreira. Tentam implementar a cultura do vale tudo. Da ausência de regras e leis. Incentivaram e incentivam a luta de classes. Jogam pobres contra ricos e dividem a sociedade, buscando atear fogo numa disputa inexistente. 


Claro, ninguém pode negar o conflito como parte fundamental do fenômeno político. Só existe política porque existem diferenças, discordâncias, visões de mundo que se distanciam, ideologias, lutas por direitos, por hegemonia. Mas daí transformar uma eleição em guerra não, jamais. Não querer a transformação, querer apenas a punição do inimigo ou do semelhante, punição estéril, espetacular, é algo absolutamente condenável e que deve ser motivo para reprovação nas urnas.

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