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Tesouro aponta que rombo nos Estados é maior do que o informado

Deu no Globo:
O Tesouro Nacional apresentou ontem uma radiografia detalhada das finanças estaduais. O documento mostra, em série, os capítulos que levaram os governos regionais à atual situação de penúria fiscal: maquiagem de estatísticas, crescimento vertiginoso de gastos com pessoal, especialmente inativos, e aumento de endividamento. Tudo agravado pela recessão econômica, que bateu em cheio nas receitas.O Rio de Janeiro, afirmam os técnicos do governo, é o protagonista dessa novela. Foi o estado que apresentou, por exemplo, o maior aumento nas despesas com inativos e pensionistas: 106,4% entre 2012 e 2015. No período, essa conta subiu de R$ 5,251 bilhões para R$ 10,841 bilhões, segundo o novo Boletim das Finanças Públicas dos Entes Subnacionais. No conjunto dos estados, o crescimento foi de 58%, de R$ 48,617 bilhões para R$ 77,073 bilhões, nesse período.Essa deterioração deveria estar refletida nas estatísticas fiscais. No entanto, o Tesouro constatou que o quadro não é bem assim. Os números declarados pelos estados são, em geral, mais favoráveis do que os calculados pelo Ministério da Fazenda. O boletim traz uma comparação entre a forma como eles apresentam um dos principais indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF): a relação entre pessoal e receita corrente líquida (RCL). Para ser considerada saudável, essa proporção não pode ser maior que 60%.

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