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Declarações do secretário Felts em Carlos Barbosa não repercutem bem

“Em off, pessoal: anjo não se elege nem vereador em Carlos Barbosa. A gente tem que tirar e afastar essa hipocrisia. Eu tenho dez eleições nas costas, 12 anos de vereador, 12 anos prefeito, 12 anos deputado estadual. Desde os 18 anos e não perdi uma eleição. Em off: [o beneficiário dizia] ‘me dá uma mão para a campanha? Eu tenho R$ 5 mil, R$ 10 mil, R$ 50 mil, mas não coloca meu nome na tua prestação de conta’. Quem dizia que não? Precisa. Tinha que acabar um pouco com essa hipocrisia. Essa [última] campanha foi melhor, sim, mas ela beneficia quem é mais conhecido, já tem um certo desequilíbrio”.

E prossegue:
“Quem tem dinheiro de caixa dois que não contabiliza nunca? Jogou no bicho. Então eles podem eleger vocês; igrejas, de qualquer credo; tráfico, já pensaram nisso? Em off: em Novo Hamburgo elegeram um traficante para a Câmara de Vereadores e também conheço outras cidades que elegeram. Lá é dos Manos, mas deve ter alguém dos Bala na Cara em alguma cidade. E a gente não quer saber de política. Desculpa a provocação, mas todos temos um pouco de culpa”.

Estas declarações foram gravadas durante uma palestra na Associação Comercial e Industrial de Carlos Barbosa, na última segunda-feira. O tema da palestra era a situação das finanças públicas do Rio Grande do Sul. Ao final de sua fala, Feltes falou também sobre temas relacionados ao financiamento de campanhas eleitorais e à prática de caixa dois. As declarações foram divulgadas pela jornalista Priscila Boeira, em matéria publicada no jornal Contexto, de Carlos Barbosa. E a repercussão cresce. A Coordenação de Comunicação Social da Secretaria Estadual da Fazenda divulgou nota à imprensa nesta quarta-feira (14) explicando que as declarações “São expressões que o secretário se utilizou de maneira genérica, sem vinculação a um fato objetivo e específico”.

Todo político sabe que “off” não existe. Mas Felts não disse nada que todos que estavam na palestra já não sabiam. Claro que partindo da boca de alguém que está no poder e exerce um cargo importante como o do Secretário Giovani Feltes é polêmico.

Ocorre que a cidadania está em plena mobilização contra tudo que corrompe o sistema político vigente. Mas é bom não esquecer que a política é um serviço nobre, é uma ferramenta pela qual a gente muda a vida de muitas pessoas. Então toda essa crise política que o Brasil está vivenciando deveria servir para causar uma 'parada obrigatória' com a finalidade de repensarmos o país, repensarmos o modelo político que queremos e repensar conceitos. Tenho certeza que muitos que estão exercendo atualmente cargos políticos estão fazendo isso. Então não deveria surpreender afirmações sobre um sistema que aos poucos está sendo deixado para trás. Pelo menos temos esperança que sim.

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