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Áudio contra Temer é inconfiável

O advogado Gustavo Guedes, que integra a defesa de Michel Temer, disse nesta segunda-feira que a defesa não vê mais necessidade de o plenário do Supremo Tribunal Federal julgar o pedido de suspensão do inquérito que investiga o presidente. A tese agora é seguir com o processo por que ele não tem dúvida que Temer será inocentado.

Uma gravação inteiramente contaminada. Uma gravação cheia de descontinuidades. São as conclusões e afirmações do perito Ricardo Molina, um dos mais respeitados do país e que foi ouvido pela Globonews. Ricardo Molina criticou uma série de erros da PGR e da Polícia Federal. Ele considerou "ingênuos" e 'incompetentes”. O advogado de Temer, Gustavo Guedes afirmou que a única prova do inquérito contra seu cliente é o áudio e que, na avaliação da defesa, o material é "imprestável". O perito também classificou de imprestável. 

Molina também questionou a transcrição da Procuradoria Geral da República (PGR) de um dos trechos mais comprometedores sobre Temer, no qual Joesley teria dito ao presidente "todo mês", numa possível referência ao pagamento de propina ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Para o perito, o empresário disse "tô no meio". "Não falou a palavra mês, porque procurei a palavra mês de outras vezes em que o Joesley falou. Não tem 's' nenhum [no final], é 'tô no meio', é isso que ele fala, não tem 'todo mês'", disse Molina.



O perito também questionou outro dos principais trechos, nos quais Temer disse "tem que manter isso, viu?", numa suposta referência à ajuda de Joesley a Cunha.



Molina disse que, num intervalo de 17 segundos do diálogo, neste momento, a equipe dele identificou ao menos 5 pontos de "possível edição", com cortes na gravação.





"Descontinuidades não ocorrem de modo previsível. Acontece de vez em quando sem nenhuma explicação", afirmou o perito.

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