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O estádio mais caro da Copa já produz seus primeiros condenados


Os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz e o ex-vice governador Tadeu Filippeli — também assessor especial do presidente Michel Temer — são alvos de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira. Contra os dois foram expedidos mandados de prisão, informou a PF. O motivo é o superfaturamento nas obras do estádio Mané Garrincha. Não é só o estádio de Brasília que foi superfaturado para irrigar bolsos particulares. Os outros estádios da copa certamente também tem problemas.

Os prejuízos de R$ 1,3 bilhão causados por desvios nas obras de construção do estádio Mané Garrincha, em Brasília, serão divididos entre todos os brasileiros – e não somente entre os moradores do Distrito Federal. Isso porque 49% das ações da Terracap, estatal responsável por contratar as obras, pertencem ao governo federal. O dinheiro que foi desviado e que poderia financiar a saúde pública, a educação, a atividade econômica, o transporte, a segurança e tudo mais que você leitor está pensando.

Todos os números comprovam essa barbaridade. Um levantamento da consultoria KPMG mostra que, dos 20 estádios mais caros do planeta, 10 estão na lista dos que serviram de palco para a Copa no Brasil.

A conta da Copa em território tupiniquim já supera aos US$ 40 bilhões. Sediar um Mundial não traz nenhum legado econômico. Um país ganha muito mais se investir o dinheiro público em escolas e hospitais. Futebol profissional é atividade privada. Deveria portanto jogar as regras de mercado. Não viver de financiamento público.

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