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Empresas moveleiras sofrem com a falta de insumos para produzir

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A manifestação dos caminhoneiros contra a alta do preço do diesel chega nesta quarta-feira (30) ao 10º dia com impactos nas estradas e em diferentes setores;

Em nota, o presidente do Sindmóveis Bento Gonçalves, Edson Pelicioli, revela que muitas empresas moveleiras encontram-se desabastecidas no momento de gás e insumos como tinta, embalagem e acessórios, o que inviabiliza a linha de produção. "Existem casos de indústrias que, já na semana passada, fizeram paradas utilizando o banco de horas. Outras estão dando férias esta semana, mas não temos um número exato de quantas foram afetadas pela greve", completa Pecioli.

Além disso, o presidente salienta que, mesmo antes da paralisação, havia empresas do polo moveleiro de Bento Gonçalves fazendo paradas estratégicas de um ou dois dias na semana em função de ociosidade. "É uma situação que se agrava para o setor, mas que já vinha instalada há pelo menos cinco anos e para a qual seguimos respondendo com perseverança. A nossa resposta em qualquer situação é sempre o trabalho. É criar, vender e continuar estabelecendo um ciclo virtuoso, que precisa mais do que nunca da logística para poder se cumprir", encerra.

A Todeschini , maior fabricante de móveis do país, está com a produção parada desde quinta-feira da semana passada (24), principalmente porque acabou o gás que alimenta as linhas de embalagem. Além disso, outros materiais que são fornecidos diariamente para a produção de móveis também terminaram na metade da semana passada. Com isso, a previsão é de que a fabricante de móveis não retome a produção nesta semana.

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