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Morre aos 84 anos Ibsen Pinheiro.

Morreu nesta sexta-feira (24), aos 84 anos, o ex-deputado Ibsen Pinheiro. Ele foi presidente da Câmara durante o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992. Ibsen estava internado em um hospital de Porto Alegre (SP), mas já vinha tratando uma doença há algum tempo que o deixava debilitado.

Filiado ao MDB do Rio Grande do Sul, foi deputado federal por quatro legislaturas, entre 1983 e 2011. Ibsen também foi integrante da Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela Constituição de 1989.

Além da carreira política, Ibsen era jornalista, advogado e atuou como promotor e procurador da Justiça. No futebol, ele foi presidente do Inter.

Ibsen foi injustiçado pela imprensa brasileira. 

Ibsen Pinheiro foi cassado em maio de 1994 pela Câmara, tudo por um erro que jamais poderá ser corrigido.O mau jornalismo transformou US$ 1 mil em US$ 1 milhão e levou à cassação de um forte candidato a presidente do Brasil na época. 

Onze anos depois de ser cassado, a informação de que Ibsen transferira US$ 1 milhão de uma conta da Caixa Econômica Federal para outra, também sua, do Banrisul estava errada. A conversão da moeda estava errada e na verdade Ibsen transferira apenas US$ 1.000. A fonte que deu a informação para a revista Veja se apressou em denunciar e não fez a conta, e a revista também não checou a informação. Tudo foi parar nas manchetes e na capa da Veja. 

O texto de "Veja" repercutiu nos jornais por dois dias, a dolarização incorreta foi protocolarmente corrigida pela CPI na semana seguinte, mas Ibsen fora arrastado definitivamente para o centro das investigações. O valor de US$ 1,1 milhão que a "Veja", a Folha e outros jornais utilizaram não provinha da transferência entre as duas contas de Ibsen, que realmente era insignificante, mas da sua movimentação bancária entre 1989 e 1993.

Não há dúvida de que a imprensa, e não só a "Veja", errou na época. A "fúria denuncista" provocaram erros não corrigidos e injustiças.


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