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Afinal, o que é melhor: dólar alto ou baixo?

O ministro da Economia, Paulo Guedes
A valorização do dólar, que nesta quarta-feira, 12, superou R$ 4,35 e voltou a bater recorde, decorre da combinação de juros baixos e contenção do gasto público, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, a alta na moeda norte-americana indica que Brasil está entrando num novo modelo, que estimula a recuperação da indústria, mesmo desagradando a rentistas e a turistas brasileiros no exterior. Mas afinal, dólar alto é bom ou ruim?

A primeira coisa que pensamos é que o dólar valorizado é bom para a economia nacional, pois o aumento das exportações ajuda a equilibrar a balança comercial. Isso é verdade em relação às empresas exportadoras que, por terem custos em reais e receitas em dólar, se beneficiam com a alta da moeda norte-americana.

Com os produtos importados mais caros, itens nacionais ganham força, incentivando o mercado interno e, isso, de certa maneira é bom, pois aumenta a atividade industrial, gerando mais empregos.

Mas se é bom por um lado, por outro pode causar aumento na inflação. Quando o dólar está baixo, a importação de produtos ajuda a segurar os preços, mas quando é o Real que perde força, a maior procura por produtos nacionais causa aumento de preços.

Outro aspecto negativo é que com o dólar alto, as indústrias encontram dificuldades para importar matéria-prima utilizada na fabricação de bens duráveis e equipamentos eletrônicos, que acabam também ficando mais caros. Muitas matérias-primas importadas, como trigo (grande parte da farinha de trigo usada no Brasil é importada de Argentina e EUA.), gás e gasolina, com um preço mais caro para importação, provocam um aumento do preço de itens básicos como pão, macarrão e combustíveis. E a partir do momento que ocorre alta nos combustíveis, o processo produtivo como um todo é afetado, causando inflação.

O dólar alto também influencia na bolsa de valores favorecendo investimentos externos no país. Quando os investidores estrangeiros percebem que o preço das ações de empresas brasileiras com capacidade de crescimento e valorização está barato, investem nessas empresas injetando a moeda americana no mercado. Sendo assim, a queda do real frente ao dólar transforma as ações brasileiras em um negócio melhor para os investidores.
Quando a cotação do dólar baixa, os favorecidos são os importadores, que compram mercadorias em dólar para revender em real, obtendo um lucro maior. Neste cenário de dólar valendo menos, a indústria local também se beneficia podendo comprar matéria prima mais em conta. Com a concorrência dos produtos importados mais baratos e matéria prima mais acessível, o preço do produto nacional cai e segura a inflação.

Mas por outro lado, empresas exportadoras perdem mercado porque com o Real valorizado aumenta o preço dos produtos brasileiros no exterior.

Para quem quer viajar para o exterior, o melhor cenário é quando a cotação do dólar está em baixa. Com um maior poder de compra da moeda brasileira no exterior, as passagens internacionais ficam mais baratas assim como hospedagens, alimentação e passeios.

Por outro lado, quando o dólar se recupera frente ao real, a tendência é de que os brasileiros adiem a viagem para o exterior e vejam com melhores olhos os destinos internos. Quando o turista viaja no próprio país, gasta dinheiro com empresas brasileiras. A valorização do dólar também aumenta o desembarque de turistas estrangeiros no país, que injetam dinheiro na economia brasileira.
Mas então, qual a melhor cotação do dólar para a economia do país?

A curto prazo alguns setores são beneficiados com a alta do dólar, mas no médio e longo prazo, todos perdem, pois isso ocorre porque a economia está enfraquecida. Por outro lado, o dólar valer muito pouco frente ao Real também é uma situação que não representa estabilidade.

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