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Ainda é muito cedo para relaxar os cuidados de contaminação

Fiscalização interdita bares e casa de eventos, em Curitiba
A pandemia do novo coronavírus deve adiar as atividades convencionais no país por mais tempo do que se espera. As projeções iniciais de que em junho a vida do brasileiro estaria voltando ao normal vêm caindo cada vez mais por terra. Para especialistas em saúde, o país não volta à “vida normal” antes de agosto.

No RS com a chegada do inverno neste sábado, os próximos 30 dias serão determinantes para a manutenção da capacidade de atendimento da rede de saúde pública. O próprio governador Eduardo Leite avisa que baseados no histórico das doenças respiratórias no Estado, será duro ainda as próximas duas ou três semanas. Ou seja: o resto de junho e mais um pedaço de julho. Os gaúchos terão de reforçar a vigilância.

A previsão segue declarações do Ministério da Saúde. Em março, o ministro Luiz Henrique Mandetta havia afirmado que “em agosto ou setembro a gente deve estar voltando [à normalidade], desde que seja construída a imunidade de mais de 50% das pessoas”.

Especialistas afirmam que o ideal seria que 70% da população de cada estado se mantivesse em casa. Isso evitaria que o Brasil sofresse como a Espanha e a Itália, por exemplo, que registraram cerca de 1 mil mortes por dia durante algumas semanas. Nenhuma unidade federativa do Brasil tem mais de 60% das pessoas isoladas.

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