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O que está em curso no planalto é uma operação contra a Lava-Jato e contra todos que queiram tirar Temer do poder.

Temer articula. O primeiro passo relevante foi dado com o resultado do TSE. Ou alguém acredita que o julgamento fez justiça? As outras etapas da estratégia é aparelhar a PGR- Procuradoria Geral da República, uma vez que o procurador Janot está de saída em setembro. Temer vai botar gente dele no comando. Ao acionar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o serviço secreto, para bisbilhotar a vida do ministro, a turma de Temer queria na verdade encontrar qualquer detalhe que pudesse fragilizar sua posição de relator da Lava-Jato. Foi Fachin que homologou a explosiva delação do dono da JBS, Joesley Batista. A Polícia Federal também já é alvo. 

Nessa nova frente, o Planalto irá mirar na troca do comando da Polícia Federal. A definição da troca na direção da PF estava amadurecida desde que Torquato Jardim assumiu o Ministério da Justiça. Mas ganhou força esta semana depois de dois movimentos da Polícia Federal: o envio de 82 perguntas a Temer sobre a conversa com o empresário Joesley Bastista e a revelação do voo feito pela família do então vice-presidente em jatinho da JBS para ilha de Comandatuba. As outras ações buscam o enfraquecimento do Ministério Público Federal e a tentativa de politizar decisões do relator da Lava Jato, o ministro do STF Luiz Edson Fachin.

Em outra frente, aliados de Temer preparam a CPI da JBS para servir como apoio na artilharia contra a empresa que delatou Temer e o presidente licenciado do PSDB, senador Aécio Neves. A CPI deve virar palco não apenas para atingir a empresa, que de fato tem muita fragilidade, mas também de munição contra métodos da Lava Jato para obtenção de provas.

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