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Aécio volta ao Senado e diz que é vítima por ter escutado um criminoso

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) subiu nesta terça-feira à tribuna do Senado, para se defender das acusações do Ministério Público Federal contra ele. Durante o pronunciamento, o tucano afirmou que não cometeu crimes e se disse indignado com o que chamou de "injustiça". Disse: "Inicio este pronunciamento dizendo que retorno à tribuna com um conjunto de sentimentos que podem parecer contraditórios, mas retratam a profundidade das marcas que o episódio de afastamento do mandato deixou, não apenas em mim, mas em minha família e em todos aqueles que acompanham meus mais de 30 anos de vida pública", E completou: "Dentre todos esses sentimentos, está a indignação com a injustiça". O Senador estava afastado desde o dia 18 de maio, por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, com base na delação de executivos da JBS. Segundo o Ministério Público, Aécio solicitou e recebeu do empresário Joesley Batista R$ 2 milhões que seriam utilizados para pagar seus advogados em inquéritos da Lava Jato. Em troca, Aécio atuaria em favor da JBS no Congresso Nacional. Aécio disse que sempre defendeu a Operação Lava Jato, apesar de ser contrário a algumas condutas daqueles que lideram as investigações.“Jamais interferi em nenhum órgão envolvido nas investigações, embora entenda que existam reparos a serem feitos na atuação de alguns de seus membros”, declarou. Assim como tem feito desde que o caso veio à tona, Aécio afirmou aos colegas que "errou" ao ter escutado um "criminoso", que o envolveu em uma "trama ardilosa". "Eu quero, desta tribuna, dizer que eu errei. E assumo aqui esse erro. Em primeiro lugar, por me deixar envolver nessa trama ardilosa e principalmente ao permitir que meus familiares servissem de massa de manobra para atender aos propósitos espúrios daqueles que, por absoluta ausência de caráter, não se constrangeram a honra e a vida de pessoas de bem aos seus nefastos interesses", criticou.

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