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O problema está na qualidade das informações, pois a notícia tornou-se uma poderosa arma nas mãos da imprensa sensacionalista

A imparcialidade é muito mais do que uma virtude no jornalismo. Ela é condição fundamental para que o leitor, ouvinte ou telespectador acredite ou não em uma informação. Se aplicada com o devido rigor, ela evita que se cometa enganos apresentando afirmações que não correspondem à realidade dos fatos ou, pelo menos, não à totalidade da opinião sobre os fatos. O objetivo principal dos veículos de comunicação é a informação. Correta, precisa, sem distorções e verdadeiras. O julgamento é do público, não deveria ser do jornalista que a reportou. A legitimidade se constrói com jornalismo de qualidade, que é exatamente o oposto de análises fantasiosas, manchetes mirabolantes baseadas em percepções obtidas dentro de uma única ótica apenas. A tese deveria ser: a mídia surge como uma espécie de instituição que através de seus meios de comunicação, repassaria as notícias da forma mais próxima da realidade o possível para garantir uma informação límpida para que os diversos segmentos sociais possam formar seu próprio juízo sobre o tema. Mas não tem sido! Rui Barbosa ensinou: “Um país de imprensa degenerada ou degenerescente é, portanto um país cego e um país miasmado, um país de ideias falsas e sentimentos pervertidos, um país que, explorado na sua consciência, não poderá lutar com os vícios, que lhe exploram as instituições”. A verdade e o esclarecimento, como direitos, são as chaves para a consolidação de um verdadeiro regime democrático.

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