Vitória para o setor vinícola gaúcho: Governador anuncia fim da Substituição Tributária

O governador Eduardo Leite cumpriu nesta terça-feira com seu compromisso com o setor vinícola assumido na serra gaúcha antes das eleições de acabar com o regime de substituição tributária para o vinho gaúcho. Leite assumiu este compromisso na ocasião em Caxias do Sul, tendo ao seu lado o prefeito Guilherme Pasin que foi o interlocutor do setor junto ao governador.

O texto trata sobre a desoneração da cadeia produtiva do vinho. A partir da assinatura, a substituição tributária não será mais aplicada no Rio Grande do Sul. A medida, que era esperada por produtores da Serra Gaúcha, passa a valer a partir da próxima quinta-feira (1º).

Por enquanto, nada mudará em relação às operações interestaduais, uma vez que será necessário que os demais Estados também retirem o vinho e o espumante da substituição tributária.

Estiveram presentes no ato da assinatura os secretários da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho e da Casa Civil, Otomar Vivian.Representantes do setor vitivinícola, o vice-presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Márcio Ferrari, e o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Deunir Argenta, também estiveram presentes na assinatura do texto.

O prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, disse que a medida adotada pelo governo é a melhor notícia que o setor recebeu nos últimos 20 anos.

Leite, auxiliado pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, busca a compreensão de São Paulo, um dos principais mercados consumidores do produto. “O governador João Doria tem se mostrado sensível à demanda e temos expectativa que compreendam a importância dessa medida”, afirmou Leite.

Na metade de junho, na abertura da Expobento e da Fenavinho, em Bento Gonçalves, Leite havia anunciado que a medida seria colocada em prática assim que as alterações necessárias fossem concluídas.

Entenda a demanda

A substituição tributária (ST) foi implementada em 2009, por solicitação das vinícolas gaúchas. Anteriormente o RS não havia concordado em incluir o vinho na ST, mas, considerando que outras unidades da federação a adotaram, as vinícolas tiveram de pagar a ST para os outros Estados – ou seja, a cada saída interestadual de vinho e de espumantes, as vinícolas gaúchas deveriam recolher o ICMS relativo à ST devido no destino.

O acordo entre o RS e outros Estados para implementar a ST estabeleceu um prazo maior de pagamento do ICMS (mês seguinte às operações) e engloba todas as vendas, o que facilita o fluxo financeiro e operacional para as vinícolas.

Além disso, o principal agravante eram as margens de valor agregado aplicadas pelas unidades da federação sobre as quais se pagava a ST do vinho. Assim, o RS celebrou Protocolos ICMS com outros Estados destinatários do vinho gaúcho, facilitando o pagamento e definindo melhor as margens de agregação para o vinho nacional, que sofre grande concorrência dos vinhos importados.

No entanto, de acordo com o setor, a descapitalização de algumas empresas fez com que contraíssem financiamentos e dívidas bancárias, que oneram o capital de giro das vinícolas, uma vez que a ST é paga com prazos bem inferiores ao prazo de recebimento do valor da venda ao varejo.

Sendo assim, os empresários pediram que o governo estadual eliminasse a ST para vinhos e para espumantes nas operações internas no RS. A medida pretende melhorar o fluxo financeiro das empresas nas vendas dentro do Estado. ( Com informações do Governo RS).

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