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Donald Trump é o presidente eleito dos Estados Unidos da América.

Com uma campanha populista, com frases fortes e declarações que elevaram o sentimento de patriotismo dos americanos, Trump surpreendeu o Mundo ao conquistar mais do que os 270 votos do colégio eleitoral necessários para poder entrar na Casa Branca pela porta da frente. Um vendaval republicano em alguns estados que modificou o mapa eleitoral e que ajudou Donald Trump a vencer em locais essenciais como a Florida, Ohio, Wisconsin e Pensilvânia. Para Hillary Clinton, a ajuda de Obama não foi suficiente para sequer se aproximar do republicano. No final de uma noite muito longa, ao longo da qual foi forjando uma vitória inesperada, Trump assegurou pelo menos 288 votos do colégio eleitoral, bem mais do que os 215 conquistados por Hillary Clinton. 

A reação mundial foi imediata, a começar pelos mercados que não esperaram e as bolsas começaram o dia em queda. Os três principais índices de futuros de Wall Street desceram mais de 4%. O índice médio de futuros industriais do Down Jones caiu mais de 700 pontos ou mais de 4%. O índice de ações S&P 500 desceu mais de 100 pontos e o índice tecnológico Nasdaq caiu 200 pontos. O cenário de incerteza deve continuar. Os mercados temem Trump porque simplesmente não conseguem prever o que ele faria com a maior economia do mundo. Analistas apontam a possibilidade de ele virar drasticamente a economia e a ingerência na política monetária, o que pode criar um desequilíbrio em outros mercados emergentes, em função do fluxo de capital entre os países. Haverá fuga de capitais de ativos mais arriscados para ativos de menor rico. Historicamente, o Partido Republicano, de Trump, defende o livre comércio e se opõe a medidas protecionistas que ajudassem empresas americanas a competir com estrangeiras. Mas Trump inverteu essa lógica ao propor renegociar os acordos comerciais firmados pelos EUA para preservar empregos no país e reduzir o déficit americano nas transações com o resto do mundo.

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