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Cabral e Pezão destruíram o Rio. Mas não foram só eles

A decisão da justiça eleitoral de cassar os mandatos do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e de seu vice, Francisco Dornelles, veio com pelo menos quatro anos de atraso. É notório que essa dupla acabou por destruir o Rio de Janeiro, não apenas por incompetência, mas, sobretudo, pelo antro de corrupção em que se transformou a administração fluminense. Sérgio Cabral, o governador do qual Pezão foi vice, está preso em Bangu 8 e, pelo que já demonstraram a Polícia Federal e o Ministério Público, a quadrilha comandada por ele saqueou, sem dó, os cofres públicos. Agora, finalmente, começam a aparecer os elos de Pezão com a quadrilha liderada pelo ex-chefe. O descalabro no qual o Rio se encontra, com servidores e aposentados sem salários e com os sistemas de saúde, educação e segurança destruídos, é obra deles. Eles simplesmente enterraram o estado, descumprindo, descaradamente, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Por muito menos, Dilma Rousseff sofreu um impeachment. Mas não foi só eles. A ruína do Rio foi construída sob os olhares complacentes do governo federal. As administrações de Lula e Dilma despejaram o que puderam nos caixas do estado. Nenhum outro do país recebeu tanto dinheiro da União em tão curto período de tempo. A Copa do Mundo e as Olimpíadas serviram como justificativas para repasses bilionários. Tomado pela corrupção e pela incapacidade administrativa, o Rio desperdiçou dinheiro como se não houvesse amanhã. O caso do Rio é tão espantoso que gente séria do governo federal defende que o acerto entre a União e o estado seja aprovado pelo Congresso, para ganhar mais proteção. O risco de o dinheiro público continuar escoando pelo ralo é enorme. Não há hoje, no Rio, nenhuma liderança capaz e confiável para retomar a ética e reconstruir o governo. Por onde quer que se olhe, o Rio está refém de políticos da pior espécie. Intervenção federal?

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