Seleção lavou dinheiro, revela investigação

Vários jogos amistosos da seleção brasileira foram usados para lavar dinheiro e desviar recursos, usando bases no Qatar e contas secretas em Andorra. É o que revelam investigações realizadas na Espanha com a ajuda do FBI. A polícia espanhola prendeu ontem Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona e parceiro de Ricardo Teixeira, o ex-presidente da CBF que é considerado o cabeça do esquema. O centro da investigação é o esquema de lavagem de dinheiro que Rosell manteve com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A suspeita é de que ele e Ricardo Teixeira tenham lucrado US$ 15 milhões (R$ 49 milhões) com a venda de direitos de imagem dos amistosos do Brasil a uma empresa do Qatar. Dali, o dinheiro era desviado para uma conta em Andorra, onde Teixeira chegou a ter residência. No total, cinco pessoas foram detidas e os policiais fizeram buscas e apreensões em endereços em Barcelona, Andorra e outras duas cidades. Ao jornal O Estado de S.Paulo, investigadores indicaram que as suspeitas apontam que os jogos da seleção foram usados como pretexto para que a dupla de cartolas emitisse contratos e notas falsas para justificar pagamentos, lavando dinheiro. Assim, recursos obtidos de forma irregular entravam em suas contas de forma legítima. Outra suspeita é de que uma parcela do dinheiro que deveria ir para a CBF acabava nas contas dos dirigentes.

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