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Para enfrentar a crise e as despesas da prisão, Marin vende mansão por R$ 11,5 mi

Preso confortavelmente em seu apartamento na Quinta Avenida, em Nova York, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin mandou vender sua mansão, em São Paulo, que foi comprada pelo dinheiro sujo da propina do futebol, por R$ 11,5 milhões. Em 2014 ele havia pago por ela R$ 13,5 milhões, mas vale mais de R$ 24 milhões. A nova proprietária da residência é a empresa Meta Administradora de Bens, especializada em empreendimentos de alto padrão. 

A casa estava registrada em nome da JMN Empreendimento e Participações, empresa criada pelo dirigente brasileiro para cuidar dos bens da família. Em 2015, quando já estava preso nos Estados Unidos por corrupção no futebol, José Maria Marin deixou a sociedade da empresa. Com a manobra, o ex-presidente da CBF tentou se proteger de uma possível tentativa da Justiça norte-americana de pedir o confisco ou bloqueio de alguns de seus bens no Brasil.

José Maria Marin acumulou mais de R$ 2 milhões de prejuízo com o imóvel – além de ter vendido por um preço menor do que o pago há três anos, somente de IPTU ele gastava quase R$ 200 mil por ano. A mansão pertenceu à família Klabin Lafer (líder no setor de produção de papel no Brasil) e fica próxima ao MIS (Museu da Imagem e do Som).

Preso em Nova York, o dirigente de 85 anos tem buscado recursos no Brasil para arcar com os custos da vigilância imposta pela Justiça dos Estados Unidos, que inclui tornozeleira eletrônica e câmeras de segurança instaladas na porta de seu apartamento e em todas as saídas do prédio Trump Tower. Por mês, os seus gastos são superiores a R$ 200 mil.

José Maria Marin é acusado de ter cometido vários crimes, como o de receber propinas nas negociações de direitos de TV em edições da Copa América e suborno em contratos de comercialização e marketing da Copa do Brasil. As informações são da Veja e do Estadão.

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