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Senado corta benefícios e tira nome de Aécio de painel

O Senado cortou a verba indenizatória, recolheu o carro oficial e retirou do painel eletrônico do plenário o nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A medida foi tomada quase um mês depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o afastamento do tucano e de o ministro da Corte Marco Aurélio Mello afirmar que a decisão estava sendo descumprida. No site oficial da Casa, o político passou a ser identificado como “afastado por decisão judicial”. Aécio, no entanto, não terá cortado o salário de R$ 33,7 mil, mas a ausência nas sessões de votação será descontada. 

A situação dele se complica a cada dia, pois é público e notório que ele continua promovendo articulações políticas e estabelecendo acordos. Semana que vem o judiciário decide pela prisão dele ou não. 

Ao reforçar o pedido de prisão, na semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, argumentou ao Supremo Tribunal Federal que o tucano continuou exercendo as funções políticas mesmo após o afastamento. Para exemplificar, Janot anexou uma foto publicada por Aécio em 30 de maio no Facebook na qual o senador estava com os também senadores do PSDB Tasso Jereissati (CE), Antonio Anastasia (MG), José Serra (SP) e Cássio Cunha Lima (PB). Aécio foi afastado do mandato parlamentar em 18 de maio. Na foto citada por Janot, Aécio postou como legenda a seguinte frase: "Reuni-me na noite desta terça-feira, 30/05, com os senadores Tasso Jereissati, Antonio Anastasia, Cássio Cunha Lima e José Serra. Na pauta, votações no Congresso e a agenda política.

Para Janot, a foto mostra "o uso espúrio do poder político" por parte de Aécio Neves, o que é um dos motivos para a prisão dele para preservar as investigações."A despeito da suspensão do exercício das funções parlamentares, decretada judicialmente no âmbito dessa Ação Cautelar, Aécio Neves continuou exercendo suas funções, conforme reunião divulgada por ele mesmo em redes sociais no dia 30/05/2017", diz Janot.

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