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Sintomas da Crise: Consumo de cerveja cai no Brasil

A Ambev diminuiu em 1,3% as vendas em volume de cerveja no Brasil nos meses de abril a junho deste ano ante igual período do ano passado. A queda, segundo a companhia, foi menor que a da média da indústria de cerveja. A fabricante de bebidas citou dados da Nielsen apontando que, no mesmo período, a totalidade das cervejarias encolheu volumes em 2,7%. A piora no mercado de cerveja contribuiu com a queda total de 4,7% nos volumes da totalidade das bebidas vendidas pela Ambev no segundo trimestre de 2017 ante igual período do ano passado. Nos meses de abril a junho, a empresa vendeu ao todo 22,979 milhões de hectolitros. A Ambev considerou que o segmento de cerveja “mainstream” (que envolve as marcas mais populares) continuou a ser pressionado por “ambientes macroeconômicos e políticos adversos e voláteis”. Já o segmento de cervejas premium, segundo a empresa, cresceu entre 17% e 19% no trimestre. Entre abril e junho deste ano, a Ambev registrou um volume vendido de 17,430 milhões de hectolitros.

Refrigerantes

Já o volume de refrigerantes e outras bebidas não-alcoólicas caiu 14,1% no segundo trimestre, chegando a 5,548 milhões de hectolitros entre abril e junho deste ano. A Ambev afirmou que, neste mercado, seu desempenho foi pior que a média. A empresa informou que, de acordo com a Nielsen, a indústria de refrigerantes caiu 9,7%.  A companhia considerou que seus produtos perderam espaço para marcas de menor preço. “Os consumidores continuaram pressionados por uma baixa renda disponível, migrando o consumo para B brands, sucos em pó ou até mesmo água filtrada”, diz a empresa em comentário na divulgação de resultados do trimestre. As informações são da Newtrade.

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