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Sobre a popularidade de Temer

Daqui a cinco dias, a Câmara decidirá se autoriza ou não a abertura de processo contra Michel Temer. O presidente é rejeitado pela maioria dos brasileiros, mas deverá ter votos suficientes para se salvar. É o que preveem os deputados com mais mandatos na Casa. A decisão pode até ser adiada, mas continua não havendo votos, ou interesse político suficiente para afastá-lo.

De outro lado, a baixa popularidade do Governo Temer está associada a vários fatores. O primeiro deles pode ser explicado à falta de legitimidade. Temer chegou ao poder por um processo traumático, consolidado pelo impeachment da ex-presidente Dilma, visto como um golpe, tese disseminada pelos Lulopetistas que acabou sendo absorvida pela população. O fosso do chamado governo ilegítimo se acentuou mais ainda por culpa do próprio Temer. Ao invés de construir um ministério de notáveis, lançou mão de políticos com ficha suja, envolvidos na Lava jato. A gravação do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, foi o estopim de uma crise que se perpetua. Mais adiante, pipocou o episódio da mala dos R$ 500 mil, conduzida pelo ex-deputado Loures Rocha, da sua extrema confiança, como produto de uma propina.

Nunca na história republicana se viu tamanho grau de impopularidade. Apenas 5% de aprovação. A pesquisa divulgada nesta quinta-feira tem outro efeito, ou pelo menos tem a pretensão de provocar outro efeito: A votação na Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira dia 02. A esta altura, se o resultado da pesquisa não afetar substancialmente o placar na Câmara – que até aqui era de que o presidente iria vencer –, seguramente, vai tornar "mais caro" este apoio.

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