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Jonot denuncia pela segunda vez Temer ao STF

O previsto se confirmou. O Procurador Rodrigo Janot denunciou nesta quinta-feira o presidente Michel Temer (PMDB) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela segunda vez. Temer é acusado dos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça, ao lado dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência da República), os ex-ministros Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). O quadrilhão do PMDB!

Também foram acusados pelo crime de obstrução de Justiça o empresário Joesley Batista, dono do Grupo J&F, que controla a JBS, e o diretor de relações institucionais da empresa, Ricardo Saud, ambos delatores. Joesley e Saud tiveram os acordos de delação rescindidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quinta-feira, mas as provas apresentadas por eles serão aproveitadas em investigações. A denúncia é baseada no conteúdos de depoimentos e gravações da delação premiada da JBS, nas revelações do doleiro Lúcio Funaro em seu acordo de colaboração e no relatório do inquérito que investiga a existência de uma organização criminosa no chamado “PMDB da Câmara”.

Janot pediu na acusação que os denunciados sejam condenados pelos supostos crimes, percam as funções públicas, paguem o valor mínimo de 587.101.098 reais supostamente recebidos em propina a título de “reparação dos danos materiais” e 55 milhões de reais por danos morais.

A esta altura os cidadãos brasileiros se perguntam como pode um país chegar ao fundo do poço e se desenvolver com base na tão disseminada cultura das transgressões, da corrupção, do crime e da ladroagem. O interesse pessoal acima do interesse coletivo e das leis. Já passamos por momentos históricos em que parecia que os brasileiros iam perceber o prejuízo generalizado que a corrupção causa. Chegamos até a aprovar o impeachment dois presidentes da república, numa onda de civismo que parecia estar nos levando a uma nova nação, de cidadãos conscientes e éticos. Mas depois do impeachment, pouco mudou.

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