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Passados 90 dias, Lula vai depor de novo à Moro


Acossado pela confissão de Palocci e pelas denúncias de Janot, ex-presidente Lula volta a Curitiba para segundo depoimento a Sergio Moro, mas diferente da outra vez que esteve na capital do Paraná a mobilização dos seus militantes é bem menor. O aumento da pressão sobre os dirigentes petistas afetou a militância. Os apoiadores de Lula irão se concentrar na Praça Generoso Marques, no centro da capital. Um ato marcado para começar às 14 horas reunirá shows de música e o que os organizadores chamam de “aula pública” com o jurista Eugênio Aragão, professor da Universidade de Brasília (UnB), ex-procurador do Ministério Público Federal e ex-ministro da Justiça durante o governo de Dilma Rousseff. Crítico contumaz da Lava Jato – em artigo recente, chamou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de “tolinho” –, deverá oferecer à plateia aquilo que ela espera: um rosário de óbices à operação, a ser desfiado no mesmo momento em que Lula estará cara a cara com Moro. A ida do ex-presidente à praça, após o depoimento, é certa. Lula vai aproveitar para dizer tudo o que já se sabe. Que é inocente, que não há provas, que é perseguição política e que será o próximo presidente do Brasil.

De outro lado, a sociedade curitibana se mobilizou também. Grupos anti-Lula espalharam dezenas de outdoors contra o ex-presidente na capital paranaense. “Seja bem-vindo! A República de Curitiba te espera de grades abertas”, diz um deles, com a ilustração do ex-presidente dentro de uma cela. Outro diz: “A República de Curitiba adverte: a lei é para todos!”

Lula também chega a Curitiba com três novas denúncias contra si: uma aceita recentemente por Moro, que trata de reformas bancadas por empreiteiras num sítio usado por ele em Atibaia, interior paulista, e outras duas feitas na semana por Rodrigo Janot, que acusou Lula e Dilma de organização criminosa e obstrução de Justiça no escândalo de corrupção na Petrobras.

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