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Já temos a vacina, mas afinal quando?




Afinal, a humanidade já conta com a vacina contra a covid-19. Os cientistas fizeram sua parte, e fizeram muito rápido. Mas e as autoridades?

Em São Paulo, o governador Dória aposta todas sus estratégias políticas de olho no futuro na vacina. Um avião transportando uma nova carga de insumos para o preparo da vacina contra covid-19 da Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, aterrissou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (3). A nova remessa corresponde a um milhão de doses. Dória disse que São Paulo já tem 1 milhão e 120 mil doses, e disse que se Bolsonaro não autorizar a vacinação, o povo de São Paulo pelo menos será vacinado.

Governadores e até prefeitos já dizem que não vão esperar pelo governo federal, e já preparam planos e acordos próprios com os fabricantes das vacinas.

Os casos de Covid no mundo ultrapassam 65,9 milhões de acordo com dados divulgados pela Universidade Johns Hopkins, enquanto as mortes confirmadas são 1.518.686 desde o início da pandemia.

Nesta altura da pandemia, o que a população mundial e os brasileiros menos precisam é de rusgas políticas.

Em Moscou programa de vacinação anti-Covid da Rússia começa neste sábado (05), com a vacina Sputnik V registrada em agosto. Segundo a BBC , milhares de pessoas já estão na lista para receber a primeira das duas doses neste fim de semana: o governo vai dar prioridade aos que correm mais risco, como trabalhadores de saúde, assistentes sociais e funcionários de escolas. Na quarta-feira, o presidente Vladimir Putin ordenou que a vacinação em massa começasse no país no final da próxima semana.

Nesta semana, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que são no máximo três as opções de empresas farmacêuticas desenvolvedoras de vacinas contra a covid-19 que atendem às necessidades do Brasil, em termos de cronograma e quantidade suficiente de doses. Ele mencionou apenas a chamada vacina de Oxford, sem especificar quais seriam as outras duas opções.

Governos estaduais já firmaram parcerias próprias com projetos de vacinas.

Confira a seguir detalhes de vacinas com potencial de serem aplicadas nos brasileiros:
Vacina de Oxford

Produzida pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca e a Universidade de Oxford, a vacina ChAdOx1 nCoV-19 está em teste no Brasil desde junho, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo informações da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), o imunizante criado no Reino Unido conta com 10 mil voluntários brasileiros e será fabricado no Brasil pela Fiocruz em sua unidade produtora de imunobiológicos Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o país deve receber em janeiro e fevereiro 15 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford. Até o fim de primeiro semestre de 2021, a expectativa é que esse número chegue a cem milhões, segundo Pazuello. A Bio-Manguinhos deve começar a produzir o imunizante apenas no segundo semestre, com um volume esperado de 160 milhões de doses.

Com uma eficácia que varia de 62% a 90%, a proteção média oferecida por essa vacina é de 70%. Por outro lado, o imunizante ChAdOx1 nCoV-19 é mais barato e mais fácil de armazenar, o que facilita o seu transporte a regiões remotas.
Coronavac

A vacina da empresa chinesa Sinovac é testada no Brasil pelo Instituto Butantan, para o qual deve ser transferida a tecnologia para produção do imunizante no país. Com mais de 13 mil voluntários brasileiros, a Coronavac está em fase final de testes e aguarda o registro e autorização da Anvisa para uso.

A tecnologia empregada é bastante conhecida, baseada na manipulação em laboratório de células humanas infectadas com o novo coronavírus. Segundo o Instituto Butantan, a vacina é produzida com fragmentos inativados do coronavírus para inserção no corpo humano. No Brasil, o Butantan tem tradição na produção de soros e vacinas. De lá saem doses contra influenza, hepatite B, raiva, difteria e tétano, entre outros.

Nesta quinta-feira, o governo de São Paulo recebeu um novo carregamento com insumos para a fabricação da vacina no estado, que devem ser suficientes para a produção de 1 milhão de doses. Em 19 de novembro, o governo paulista já havia recebido 120 mil doses prontas do imunizante.

Segundo o acordo fechado com o Butantan, o laboratório chinês enviará um total de 6 milhões de doses prontas para o uso. O instituto paulista vai formular e envasar outras 40 milhões de doses.

Segundo a Sinovac, o ideal é armazenar as vacinas com refrigeração, mas o transporte também pode ser feito em temperatura ambiente.

Alvo de disputa política entre o governador de São Paulo, João Dória, e o presidente Jair Bolsonaro, a Coronavac apresentou resultados considerados positivos: um estudo publicado em novembro na revista científica The Lancet Infectious Diseases mostrou que a dose levou à produção de anticorpos em quase todos os voluntários. Os estudos de fase 3, que medem sua eficácia, estão sendo finalizados e devem ser anunciados nos próximos dias.
Vacina da Pfizer/Biontech

Fruto da parceria entre a Pfizer, farmacêutica multinacional sediada nos EUA, e a alemã Biontech, a vacina BNT162b2 começou a ser testada no Brasil em junho, em pouco mais de 3 mil voluntários. Ainda não foi firmado acordo para a transferência de tecnologia para o Brasil.

Trata-se de uma vacina de RNA mensageiro (mRNA), considerada mais moderna, de terceira geração. O princípio do imunizante da Pfizer é fazer o próprio corpo produzir a proteína do vírus.

Apesar de sua eficácia, que chegou a 95% segundo resultados da terceira fase de testes clínicos, a fórmula da Pfizer-Biontech precisa ser armazenada a uma temperatura de -70ºC, a mesma de refrigeradores de laboratório, o que dificulta seu transporte por todo o Brasil. A vacina deve ser transportada em caixas especiais com gelo seco. Após a entrega, as doses podem ser armazenadas por até cinco dias numa geladeira comum.

Nesta semana, o Reino Unido se tornou o primeiro país a aprovar a vacina, que deve começar a ser aplicada na semana que vem. Uma vacina com a tecnologia de RNA mensageiro nunca havia sido aprovada para uso.

Sem acordo prévio de transferência de tecnologia, o governo brasileiro está sob pressão para decidir se vai comprar a vacina. Em meados de novembro, a Pfizer anunciou que fez uma proposta ao governo brasileiro para fornecer milhões de doses da sua vacina contra o novo coronavírus no primeiro semestre de 2021. 

Vacina da Janssen

Desenvolvida pela belga Janssen-Cilag, que faz parte do grupo Johnson & Johnson, a vacina AD26.COV2.S está sendo testada em 28 centros de pesquisa no Brasil, distribuídos em 11 estados, segundo a farmacêutica.

A plataforma usada foi empregada pela empresa na pesquisa e desenvolvimento de outros projetos, como a vacina contra o ebola, recém-aprovado pela Comissão Europeia. No caso da AD26.COV2.S, vetores de adenovírus, que causam o resfriado comum, foram modificados para desenvolver a vacina – mas eles não se multiplicam e não provocam doença nas pessoas.

O imunizante usa ainda uma parte da proteína do Sars-Cov-2, colocada dentro do adenovírus, que é o transportador.

A Anvisa ainda analisa o chamado pedido de submissão contínua feito pelo laboratório no fim de novembro. Nessa parte do processo, a fabricante informa os dados de qualidade do produto e de eficácia/segurança.

O governo brasileiro ainda não tem um acordo assinado para transferência dessa tecnologia.
Sputnik V

A vacina russa não é testada no Brasil. Segundo a Anvisa, para esses casos, é preciso que devidos procedimentos para registro sejam cumpridos.

Mesmo assim, o governo do estado do Paraná e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), assinaram em agosto um memorando para uma parceria no desenvolvimento da Sputnik V, do Instituto Gamaleya. O governo da Bahia também firmou um acordo com o instituto em setembro para ter acesso à tecnologia usada na produção da vacina.

A Rússia afirma que sua vacina contra a covid-19 tem uma eficácia de 92%. No entanto, os dados ainda não foram revisados por outros pesquisadores ou publicados em revistas científicas.

Segundo a fabricante, a tecnologia combina dois vetores diferentes de adenovírus. Uma parte da proteína do coronavírus é inserida nos vetores. Quando o corpo entra em contato com a substância que compõe a vacina, ele começa a sua resposta imune.

Se a Sputnik V for liberada pela Anvisa, a Tecpar será responsável por todas as etapas, desde a pesquisa até a distribuição das doses. Na Rússia, o presidente Vladimir Putin já ordenou a vacinação em massa com o imunizante.

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