Pular para o conteúdo principal

Quase 3 mil mortes por dia. Brasil: Salvar vidas ou salvar negócios?

O discurso – que ignora os casos de Covid-19 que se proliferam entre jovens saudáveis – criou uma dicotomia entre salvar vidas, de um lado; e evitar um colapso econômico.

Afinal, o que é prudente ? A saúde pública e a prosperidade econômica andam juntas – ou seja, desrespeitar o isolamento, agora, deve causar perdas financeiras ainda maiores no futuro.

Claro, é impossível medir o valor efetivo da perda de uma vida. Esse cálculo teria implicações morais que são intangíveis e de impossível valoração. Existe, contudo, um aspecto específico nas mortes que é de factível contabilidade econômica, qual seja: a perda de capacidade produtiva decorrente da redução da força de trabalho. A perda humana, é claro, é maior do que a econômica.

Se o isolamento não pode ser deixado de lado mas, ao mesmo tempo, é preciso evitar consequências mais graves na economia. Esse é o papel do governo.

Garantir a sobrevivência das empresas, para que consigam manter os salários em dia mesmo fechadas.

O papel do governo é garantir crédito e liquidez para negócios saudáveis, que podem ir à falência por conta da crise. Ou seja, garantia da manutenção de ao menos parte da renda dos trabalhadores.

O discurso de que o povo precisa comer, é simplista. Significa fugir das responsabilidades, e não cortar na própria carne o grande desperdício de dinheiro público destinado a sustentar uma máquina pública que não pode mais ser sustentada.

Nos EUA, claro um país rico, Joe Biden, vai injetar US$ 1,5 trilhão na econômia e ajudar as comunidades minoritárias. Outros US$ 3 trilhões já foram injetados desde que o vírus começou a circular.

Em um orçamento público apertado, como é o brasileiro, a solução para conseguir implementar essas medidas é o endividamento. Mas dívidas se pagam, ressuscitar vidas não.


Postagens mais visitadas deste blog

Gleisi Hoffmann, a senadora dos olhos verdes do PT tinha um amante

Em delação premiada, o advogado Alexandre Correa Romano, da Odebrecht, contou para a Polícia Federal como manteve tórrido romance com Gleisi num hotel de luxo dos Alpes da Suíça. Lá onde o calor dos corpos costuma afastar o frio, Gleisi Hoffmann, a senadora dos olhos verdes do PT, entregou seu coração ao amante. E Paulo Bernardo, o marido traído, ficava em Brasília, seja como ministro do Planejamento, seja ocupando a cadeira principal do Ministério das Comunicações, enquanto sua estrela predileta flutuava em na realização de suas fantasias eróticas. O jornalista Mino Pedrosa conta em detalhes escandalosos as razões que estão por trás do apelido que a Odebrecht aplicou na senadora Gleisi Hoffman No rastro do advogado Alexandre Correa Romano, a Polícia Federal encontrou um flat que era utilizado para guardar dinheiro e encontros clandestinos e amorosos. Segundo documentos da Operação Lava Jato, o flat fica na rua Jorge Chamas, 334, apartamento 44, em São Paulo. Romano recebia hósp

Fim da cobrança por marcação antecipada de assento em aeronaves depende agora da Câmara

Passou no Senado e agora foi para a Câmara Federal o projeto que proíbe que companhias aéreas cobrem pela marcação antecipada de assento em aeronaves. O conteúdo da matéria foi exposto pelo senador Jorge Viana (PT-AC) durante a Ordem do Dia. Ele afirmou que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), responsável pelo setor, estava despreocupada com a cobrança. A proposta, de autoria do senador Reguffe (sem partido-DF), foi aprovada em votação simbólica. Se for aprovado pelos deputados e sancionado pela Presidência, será obrigatória a marcação gratuita. Caso a regra não seja cumprida, uma cobrança de multa será realizada. Neste ano, as companhias aéreas Gol, Latam e Azul Linhas Aéreas decidiram cobrar pelo assento. Pelos preços estabelecidos pelas empresas, o serviço chegará a custar R$ 25 para o consumidor.

Grupo Doha apresenta detalhes do porto de Arroio do Sal

Foi apresentado nesta sexta-feira(14) para um pequeno grupo de autoridades, empresários e corretores de imóveis em Arroio do Sal, o projeto de construção do novo porto marítimo do litoral norte do RS. Um grupo de investidores russos, do Grupo Doha Investimentos e Participações SA, vai construir o porto, em Arroio Seco/Arroio do Sal. Cerca de 25 mil empregos diretos e indiretos deverão ser gerados a partir da operação do porto. Os empreendedores russos têm 1 bilhão de dólares, para investir. O dinheiro já está garantido. A ideia é aproximar o comércio brasileiro da União económica euro-asiática. Um mercado comum que abrange 170 milhões de pessoas e significa um PIB da ordem dos US$ 2,2 trilhões de euros. Atualmente, a organização é composta pela Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia. O empreendimento vai modificar sobremaneira a realidade dos municípios do litoral norte, sem contar a valorização imobiliária prevista no entorno.