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Um ano depois o colapso na saúde



O Rio Grande do Sul iniciou o domingo (7) com as unidades de terapia intensiva (UTIs), mais uma vez, lotadas. É o sexto dia seguido de ocupação acima da capacidade de operação no estado. Às 13h06, 103% dos leitos críticos estavam ocupados, com 3.092 pacientes em 3.005 vagas.

Os dados são da Secretaria Estadual da Saúde (SES), que monitora 299 hospitais públicos e privados diariamente. No balanço divulgado no início da tarde, 42 instituições ainda não haviam atualizado seus números.

Vivemos o pior momento da pandemia. E o cenário aponta ainda dias mais difíceis.

De acordo com o painel de controle da SES, 11 das 21 regiões do RS estão com a ocupação de leitos de UTI em 100% ou acima do limite.

A situação mais grave é na região de Lajeado, onde a ocupação do leitos críticos chegou a 136% no início da tarde de domingo.

De acordo com a SES, Porto Alegre estava com 103% de ocupação de UTIs, às 13h06, com 1.021 pacientes em 993 leitos. Na rede privada da Capital, são 451 pessoas em 369 vagas (114%). Já no SUS, são 566 pacientes em 597 leitos críticos (95%).

Em Bento Gonçalves, na Serra, o Hospital Tacchini comunicou estar em colapso, com 140% de ocupação. A instituição tinha 63 pacientes em UTI na noite de sábado (6) e os casos agora são encaminhados para a unidade de pronto atendimento (UPA) do município.

O clima na sociedade está cada vez mais exasperado, e não melhorará diante das vacinações que só progridem devagar. Os seres humanos se movem dentro dos limites do que é possível e praticável, e só raras vezes se decidem voluntariamente pela renúncia. Grande parte da economia continua funcionando e força os cidadãos a irem às empresas, onde forçosamente têm contatos, assim como nos ônibus e vans com que têm que se deslocar. É preciso aplicar proibições. Ou seja, mais dureza. Infelizmente.

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