Reforma ministerial começa com desembarque do PSDB

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), encaminhou, hoje, ao presidente Michel Temer, uma carta pedindo demissão do governo federal. O pedido de exoneração se deu em meio ao racha político no PSDB, que está dividido entre uma ala que defende a permanência no governo federal e outra que quer desembarcar da gestão peemedebista. Os tucanos discutem a hipótese do desembarque há quase seis meses. As ameaças soam em ritmo diário desde que o grampo do Jaburu explodiu nas manchetes. Neste final de semana, o senador Aécio Neves, presidente licenciado do PSDB, deixou claro que haverá rompimento com o governo. Por isso, Temer não deve esperar a Convenção Nacional do PSDB marcada para 12 de dezembro a fim de fazer a reforma ministerial. O PSDB tem quatro ministérios. Mantém ainda Relações Exteriores, Secretaria de Governo e de Direitos Humanos. O ministro disse que não há mais apoio partidário e parlamentar do PSDB para sustentar seus ministros no governo. Enquanto isso o PP já reivindica o Ministério das Cidades e quer indicar para o posto o atual presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Gilberto Occhi. Occhi já foi ministro das Cidades durante o segundo mandado da presidente cassada Dilma Rousseff (PT). Ele ficou no cargo entre março de 2014 e abril de 2016, véspera da votação do impeachment da petista na Câmara. De perfil técnico, ele é homem de confiança do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e sua indicação agradaria a bancada da sigla no Congresso Nacional. Como não pretende disputar as eleições de 2018, Occhi não precisaria deixar o ministério em abril.

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