Reunião nesta quinta em Bento debateu estratégias sobre salvaguardas para o vinho
Reunidas no auditório do Centro da Indústria e Comércio (CIC) de Bento Gonçalves, na manhã desta quinta (05), entidades representativas do setor vitivinícola condenaram o boicote promovido por chefs de cozinha, restaurantes e lojas contra os rótulos nacionais.

Foi unânime entre as vinícolas e as entidades presentes que a prática do boicote ao vinho brasileiro é uma atitude apressada e injusta. Na verdade o que todos sabiam ou pelo menos desconfiavam é de que o boicote, sempre ocorreu, só que na surdina. Agora pelo menos se sabe que há outros interesses nesta história. É apressada também, pois não está certo que o governo federal vai adotar a medida, mas mesmo assim o boicote começou.

Este episódio, das salvaguardas esta servindo para demonstrar ao setor o quanto o mercado é prostituído. O que os restaurantes que boicotam o vinho nacional não dizem é de que a margem de lucro que eles obtém no importado é muito superior ao vinho nacional. Todos querem ganhar mais.

Outra coisa é a revelação para muitos de que os ditos especialistas em vinhos, escritores, blogueiros, jornalistas dedicados ao tema, que em muitos casos vieram a serra gaúcha atendendo a convites do setor, se deliciaram com nossos vinhos, nossa hospitalidade, nossa gastronomia e nossa boa vontade agora parece que esqueceram tudo o que viram e testemunharam e adotaram simplesmente uma posição parcial e tendenciosa em favor dos importadores.

As vinícolas brasileiras investiram muito nos últimos anos, mas não viram seu espaço crescer no mercado de vinhos finos. A defesa comercial prevista pela salvaguarda é o suporte que falta para as vinícolas concluírem o processo de reestruturação, pelo menos é a tese defendida pelas várias entidades que encabeçaram o pedido.

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