Sobre o corte de juros e a competição bancária
O Comitê de Política Monetária do Banco Central confirmou nesta quarta-feira aquilo que todo o mercado esperava, o corte na taxa selic. A taxa básica de juros ficou em 9% a.a, um corte de 0,75 ponto percentual. De acordo com o comunicado, a justificativa para o corte segundo o Banco Central é de que "O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação”.

Em um cenário de inflação em queda, aumento de inadimplência e baixa no crescimento econômico a autoridade monetária decidiu baixar ainda mais os juros.

A recente queda a taxa de juros tem provocado mudanças nas políticas comerciais dos bancos públicos e privados. No mesmo dia do corte da selic, dois grandes bancos privados, Bradesco e Itaú Unibanco, anunciaram reduções nas suas taxas de juros. Outros como Banco do Brasil, Caixa Federal, Banrisul e Santander já haviam feito o mesmo.

Para o professor e economista da Fudação de Economia e Estatística, Antõnio Carlos Fraquelli, com quem o editor conversou esta mannhã, desta vez o que aconteceu é que o governo utilizou-se dos bancos públicos para pressionar os bancos privados “ na prática o spred bancário nunca foi alvo de ações do governo, desta vez não, o governo está provocando uma maior competição entre os bancos” (ouça entrevista)

Sobre a queda na taxa selic, Fraquelli explica que desta vez as ações do governo se dão em duas questões. “ em das extremidades está a taxa selic, na outra está o crédito ao consumidor através do cheque especial, do cartão de crédito, do financiamento do automóvel... o que está havendo é uma sincronia de ações do banco central nas duas extremidades” afirma.

De fato a inflação recuou nos últimos meses, o que influenciou na decisao do Copom. O IPCA recuou nos últimos meses - baixou de 7,3% para 5,2% (em 12 meses). No caso do IGP-M, que reajusta muitos contratos de aluguel, a queda foi fortíssima - nos últimos 15 meses, baixou de 11% para 3% no acumulado em 12 meses.

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