O fator PMDB

Sábado tem convenção nacional do PMDB em Brasília. Sob o aspecto político o atual presidente nacional do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, deve ser reconduzido ao cargo pelos próximos dois anos. A convenção de sábado além de eleger a nova direção partidária servirá para discutir a permanência no governo da presidente Dilma Rousseff – alguns peemedebistas, como o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), defendem que o PMDB rompa com o Palácio do Planalto. Na convenção regional, em Porto Alegre, uma carta foi elaborada onde dirigentes propõem que o PMDB “se afaste dessa desastrosa condução do país e atue de forma independente do governo federal”. Mas não há consenso nacional sobre isso. “Temos que desembarcar do governo e construir a unidade em torno do vice-presidente Michel Temer e da direção nacional do partido para socorrer o Brasil e ajudá-lo a sair do precipício onde se encontra”, afirma um trecho da “Carta do Sul”. Já sob a ótica do mercado financeiro, o “Fator PMDB”pode elevar as pressões. Os investidores tentam mapear quais são as chances reais de o partido pular do barco do governo. Se hoje, com a legenda ainda se dizendo da base aliada e ocupando espaço de destaque na Esplanada dos Ministérios, a petista não consegue fazer nada andar no Congresso, sem o apoio formal dos peemedebistas o fracasso será total.

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