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Morte de Plínio Zalewski expõe campanha de confronto na luta pelo poder. Só pelo poder.

A morte de Plínio Zalewski coordenador do programa de governo de Sebastião Melo (PMDB), que foi encontrado morto na sede do partido em Porto Alegre- um suposto caso de suicídio, e os recorrentes casos de confronto entre militantes das duas candidaturas à prefeitura da capital (Melo x Marchesan), expõem uma realidade que em muitos casos é escondida dos eleitores. A repugnante realidade da vitória a qualquer custo. De fato, as eleições da capital embarcam em um clima de baixaria, que pode ser visto nas redes sociais , nos debates, na mídia e nos materiais de campanha. No último final de semana a tensão aumentou, após ao menos 12 tiros disparados contra a sede do comitê do PSDB. E agora, o caso da morte do coordenador da campanha do PMDB.

É sabido: a tática do medo, por definição, desqualifica o debate político. Quem a utiliza está disposto a trabalhar não com a razão, mas com sentimentos mais primários e difusos. Recorre a argumentos distantes de qualquer racionalidade para tentar encantar um público mais desinformado. É um jogo perigoso. Campanhas negativas podem até aumentar a rejeição ao candidato que as patrocina. Há vários exemplos, inclusive bem perto de você eleitor. 

Enquanto o clima de beligerância entre os militantes cresce retórica e fisicamente, os eleitores sofrem com a falta do debate político no campo das ideias, da inovação, do planejamento, do projeto de cidade. O projeto de poder não interessa. A campanha política, subterrânea, vem cansando o eleitorado, perplexo diante de mais do mesmo. Tiro no pé ! O povo quer projetos viáveis, não quer saber de fofocas, o eleitor deseja pessoas proativas. 

Houve uma reversão abrupta nos últimos anos em nossa política. Os brasileiros vem mudando de opinião. O povo clama por posicionamentos dignos e com comprometimentos. Porto Alegre não merece isso. É hora de buscar outro caminho.

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