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PT, PSDB e PMDB terão fatia menor de recursos para campanha em 2018

Partidos que controlaram a maior parte do dinheiro gasto nas últimas eleições, PT, PSDB e PMDB verão sua fatia no bolo cair quase à metade na próxima disputa à Presidência da República, ao Congresso e a governos e assembleias estaduais em 2018. Com a proibição de que empresas financiem os candidatos, o dinheiro das campanhas do ano que vem será majoritariamente público. Além da expectativa de valores reduzidos em relação à 2014, o dinheiro oficial será mais pulverizado entre as legendas caso seja aprovada a reforma política em discussão no Congresso. As informações são da Folha de SP. Em 2014, o PT de Dilma Rousseff (reeleita naquele ano), o PSDB de Aécio Neves (segundo colocado na disputa) e o PMDB de Michel Temer (eleito vice-presidente naquela disputa) declararam gastos de R$ 3,5 bilhões, cerca de 60% do total do custo oficial das campanhas em todo o Brasil. O grosso do dinheiro, mais de 70%, veio de doações do mundo empresarial, com destaque para a JBS (a gigante do setor de carnes), empreiteiras e bancos. Aquela foi a última disputa em que o financiamento empresarial foi permitido. Por isso, a Câmara dos Deputados discute uma reforma política que tem como um dos eixos centrais a criação de um fundo público específico para as eleições, abastecido por R$ 2,185 bilhões de dinheiro dos cofres públicos. Esse valor representa cerca de um terço do que foi declarado pelas campanhas em 2014 (R$ 6 bilhões, em valores atualizados), mas está associado à mudança do modelo de eleição de deputados federais e estaduais para a chamada "lista fechada", de custo menor. Nesse modelo, o eleitor vota em um conjunto de políticos, não em candidatos isolados. Caso a lista não seja aprovada, deputados defendem que o novo fundo tenha seu valor triplicado.

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