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A prioridade das prioridades: Prefeito anuncia maior compra de medicamentos da história de Bento


A prioridade é tudo aquilo que você coloca em primeiro lugar, como mais importante ou urgente em sua vida. Portanto, prioridade é tudo aquilo que aparece antes dos demais. Em outubro do ano passado, quando o povo foi às urnas para eleger seus representantes municipais (Prefeito e vereadores) o clamor popular era único: Saúde, Segurança e Educação. Mas saúde em primeiro lugar. Sempre a Saúde.

Todas as pesquisas indicam que, independentemente do grau de escolaridade e do nível de renda familiar, a preocupação com a saúde lidera a lista do que o brasileiro acha que deve ter prevalência nas políticas do governo.

Ora, qualquer pessoa que gerencia um orçamento, seja o seu pessoal, seja o de uma casa, de uma empresa ou de um governo, sabe que, quando o recurso é escasso, é necessário estabelecer quais gastos são de fato fundamentais. Qual a prioridade.

Nesta quarta-feira (16), o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, reuniu a imprensa, vereadores e convidados para anunciar e assinar a maior compra de medicamentos da história da cidade. R$ 2,5 milhões aplicados na compra de medicamentos para atender sua população. O prefeito acerta em cheio. Sabe o que o povo quer e precisa. Mostra sintonia de um governo com sua população. Pasin faz gestão economizando tudo que pode em outras áreas, e colocando o dinheiro onde realmente a população quer.

Outro dia, a mesma sociedade que clama por saúde, questionou porque o município não iria mais construir, no momento, um Ginásio de Esportes. R$ 2,5 milhões em medicamentos já seria o suficiente para responder.

Enquanto sociedade, queremos sempre que o governo nos dê tudo (e, obviamente, não queremos pagar a mais por isso, afinal, já pagamos demais). Enquanto governo, é preciso assumir o ônus político de eleger prioridades (afinal, priorizar implica também em cortar). Definir o que o estado deve ou não fazer significa, por parte da sociedade, reconhecer que, embora haja diversos temas importantes, não necessariamente os mesmos devem ser providos na forma de serviços públicos, sobretudo em um contexto de crise fiscal.

A definição de quem deve ser atendido pelos serviços do estado significa reconhecer que alguns precisam mais do estado e valorizar aquilo que a sociedade quer.

Por outro lado, é necessário também que se observe que hoje a complexidade do Estado moderno está exigindo à profissionalização dos executivos públicos, sejam eles políticos eleitos, servidores em cargos de comissão ou funcionários de carreira. Há portanto cada vez menos espaço para os aventureiros, que causam grandes danos à sociedade. Fazer gestão pública é saber dizer não. É eleger as prioridades das prioridades. Bento dá exemplo.

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