Marchezan pede reforço de segurança nacional no julgamento de Lula , mas governo do estado diz que não precisa

Prefeitura de Porto Alegre pediu ao governo federal que a segurança seja reforçada para o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para 24 de janeiro, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que fica no bairro Praia de Belas, região central da cidade.

Conforme nota divulgada pela prefeitura, Nelson Marchezan Júnior (PSDB) pediu o reforço "para preservar a integridade dos cidadãos e do patrimônio coletivo".

Ao G1, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, explicou que, conforme a Constituição, caberia ao governador solicitar ao presidente da República a ação de GLO (garantia da lei e da ordem) para o emprego das Forças Armadas.

Logo após a nota ter sido divulgada, o petista Rui Falcão se manifestou pelas redes sociais. Ele criticou o pedido.

No entanto, o secretário estadual de Segurança, Cezar Schirmer, disse respeitar a posição de Marchezan, mas entende não ser necessário reforço da Força Nacional nem do Exército para o julgamento. "Não há essa necessidade. Tenho o maior respeito pela posição do Marchezan. Isso está sendo tratado com muita serenidade", argumentou.

Manifestantes Lulopetistas promete agitar Porto Alegre no dia do julgamento. As redes sociais estão repletas de ameaças de violência, inclusive contra os juízes do TRF-4. “Diante das articulações explícitas para ocupação dos espaços públicos por milhares de integrantes de movimentos políticos e sociais, é nosso dever requerer a atuação das forças de segurança para preservar a integridade dos cidadãos e do patrimônio coletivo”, manifesta Marchezan.

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