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O PT vai insistir na candidatura de um condenado?

A nova condenação de Lula coloca em cheque o futuro do PT. Nas últimas eleições o partido já teve uma demonstração do tamanho de seu prejuízo político. Perdeu em quase todas as capitais. Apenas na capital do Acre conseguiu eleger um prefeito. Em centenas de municípios, além das capitais a derrota foi esmagadora. O que fará agora o partido que por muitos anos reinou como um dos maiores do pais e mais poderoso? O desejo de lideranças nacionais já não encontra unanimidade nos diretórios estaduais e municipais. Políticos de expressão como os gaúchos Tarso Genro e Olívio Dutra já não compactuam com a teimosia da presidente Gleisi Hoffman. Embora a ordem seja sair em defesa de Lula, no PT já se fala em um cenário no qual ele seria um grande cabo eleitoral transferindo votos para outro candidato. Uma das é o do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. O que resta ao PT dizer hoje em dia sobre a avalanche de provas, testemunhas e evidências que expõem o partido como artífice do mais escabroso esquema de corrupção da história da República? Sua imagem e a de seus principais líderes – arrastando, por tabela, a de seus três seguidos governos- estão indissoluvelmente ligadas à roubalheira sem limites que tomou conta do Estado. A legenda saqueou os cofres públicos de maneira sistemática e disseminada ao longo dos últimos 12 anos. Isso já está mais do que bem documentado e transitado em julgado. Isso já deveria ser o suficiente para que sua cúpula optasse por uma retirada estratégica de cena, um ensaio de adeus com um mínimo de dignidade – se ainda resta – da sigla, buscando talvez depois, quem sabe, uma refundação em novas bases programáticas e com outros protagonistas. Qualquer brasileiro minimamente informado sabe que a crise que está aí foi criada por atos e decisões do próprio PT. De uma maneira ou de outra, mesmo que os mais aguerridos filiados não enxerguem assim, o prestígio do PT virou pó.

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