Caravana de Lula segue provocando violência no sul

Em ato na noite deste sábado (24) em Chapecó, no oeste de Santa Catarina, o ex-presidente Lula adotou o mesmo tom inflamado de fala dada horas em Florianópolis. "A gente vai dar é porrada se não respeitarem a gente. Não queremos briga, mas nós não fugiremos dela", disse, ao final de um discurso inflamado. "Aprendam, fascistas, a fazer democracia, aprendam a convivência democrática e a diversidade, porque senão o ódio vai prevalecer." Pouco antes, ele deu "um conselho" aos que o assistiam: "Não vamos ficar raivosos com o lado de lá. Nós somos paz e amor".

Mais cedo, na capital catarinense, Lula já havia falado no mesmo tom. "Não nos provoquem. Se derem um tapa na nossa cara, a gente não vai apenas virar para o lado, a gente vai retribuir até eles aprenderem a viver democraticamente", disse. Em Chapecó, o petista conviveu com o mesmo cenário tenso que tem enfrentado em sua caravana pela região Sul.

Segundo a Polícia Militar, manifestantes contrários à presença do ex-presidente chegaram a cercar acessos à cidade —a caravana usou, então, uma rota alternativa. Antes antes mesmo da chegada de Lula à Praça Coronel Bertaso, às 21h, esses grupos entraram em confronto com apoiadores do petista.

Em São Miguel do Oeste a caravana foi atacada. "Agora fomos atacados em São Miguel do Oeste", escreveu o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), às 15h24. "Polícia assistiu. Poderia ter ocorrido uma tragédia. Pedras. Ovos. Pau. Polícia ria. E olhava. Gravíssimo. Criminoso o que está acontecendo", disse, o parlamentar do RS. As pedradas chegaram a trincar os vidros de dois dos três ônibus que integram o grupo, entre eles o veículo em que Lula viajava. Cerca de trinta manifestantes fecharam o trevo de acesso à cidade. Quando a caravana parou, os limpadores de para-brisas dos ônibus foram arrancados, diversos ovos atirados contra os vidros dos veículos, seguidos de pedras. Um dos ovos atingiu o carro da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.Há alguns metros, policiais militares acompanharam, mas não interferiram na manifestação. 

O clima de animosidade é incentivado por Lula e sua trupe. Basta ver seus discursos.

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