Disputa pelo comando do Palácio Piratini tem nove pré-candidatos.

Há quatro meses das eleições, a disputa pelo comando do Palácio Piratini tem nove pré-candidatos. Embora continue negando em público a possibilidade de tentar novo mandato, José Ivo Sartori já andou dizendo que vai concorrer. A convenção estadual do MDB do RS só sairá no último dia do prazo legal, 5 de agosto. Mas a chapa mais provável terá como Governador, Sartori, Vice - José Cairolli, PSD e Senadores - Beto Albuquerque (PSB) e Rigotto (MSDB).


Eduardo Leite (PSDB), terá como vice o delegado Ranolfo Vieira Júnior do PTB, que confirmou coligação no último dia 21. Embora os dois partidos já estivessem em negociações avançadas desde o final do ano passado, havia um forte complicador: a exigência dos deputados estaduais do PTB em formar coligação também na eleição proporcional. Com cinco parlamentares eleitos para à Assembleia em 2014, a legenda projeta que, com os tucanos, poderia chegar a oito. Leite terá ainda o apoio do PPS. O PPS mantinha conversas com três pré-candidatos: Leite, Jairo Jorge (PDT) e o governador José Ivo Sartori (MDB). Entretanto, na fala dos delegados do partido - vindos de todo o Estado -, ficou claro que a militância se dividia entre Leite e Sartori. Mas decidiu apoiar Leite na última segunda-feira. O ex-deputado estadual Mário Bernd vai concorrer a uma das vagas de senador. A outra vaga para concorrer ao Senado ainda está aberta. Leite tem apoio ainda do PHS.

O ex-prefeito de Canoas Jairo Jorge concorre pelo PDT . Sem apoio no PT, Jairo migrou para o PDT no fim de 2016 e recebeu apoio do PV, que indiciará o vice da chapa, Cláudio Bier.

O Deputado federal ligado ao agronegócio, Luis Carlos Heinze é o candidato do PP, mas terá o desafio de superar divergências internas e costurar apoios para seguir em frente. Heinze recebeu em junho o apoio de PSL (de Jair Bolsonaro), DEM e Pros. Ainda está negociando com o Podemos, de Alvaro Dias, e com o PRB, de Flávio Rocha.

Mateus Bandeira vai pelo NOVO. O analista de sistemas especializado em finanças corporativas e políticas públicas nos EUA e ex secretário no governo Yeda decidiu não fazer coligações;

Com os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro decididos a não concorrer novamente, o PT apostou em Miguel Rossetto na tentativa de retomar o Palácio Piratini. Rossetto foi vice-governador de Olívio (1999-2002) e ministro nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Agora, se apresenta como o principal nome de oposição ao governo Sartori, mas, desta vez, não deverá ter o apoio do PC do B.

O vereador de Porto Alegre Roberto Robaina será o candidato do PC do B. Ele deverá disputar pela terceira vez o governo do Estado — já concorreu em 2006 e em 2014.

O administrador Luiz Fernando Portella, de Porto Alegre, deve ser confirmado como candidato do Partido da Mulher Brasileira (PMB) ao Piratini. Criado em 2015, o PMB participará de sua primeira eleição geral.

O PSB precisa decidir se mantem a candidatura de Hermes Zanetti ou a coligação com José Ivo Sartori, Eduardo Leite ou Jairo Jorge . Em junho, o diretório estadual da legenda aprovou o apoio à reeleição do governador Sartori. Na mesma reunião, o PSB escolheu Beto Albuquerque como candidato ao Senado. Os socialistas gaúchos que defendem chapa puro sangue com Hermes Zanetti para o Piratini, José Fortunati e Beto Albuquerque para o Senado, ainda não jogaram a toalha e acham que a decisão do diretório estadual de coligar com Sartori poderá ser revertida no congresso estadual do dia 26 de julho.
Mesmo caso do Solidariedade. Segundo o presidente estadual do partido, Cláudio Janta o nome a ser apoiado ainda está em avaliação: Eduardo Leite, Jairo Jorge e José Ivo Sartori são as opções em análise. Uma das condições é a indicação de candidato ao Senado, do próprio Janta.

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