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Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo: de casal de ministros influentes agora réus

 | Albari Rosa/Gazeta do Povo/Arquivo
Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo entraram para a história como a dupla com mais poder em Brasília. es formavam um incomum casal de ministros do Brasil, no ápice de suas carreiras políticas. Agora estão no banco dos réus. A acusação contra eles por corrupção passiva e lavagem de dinheiro será o segundo caso da Lava Jato que o Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar – quatro anos após a dupla ser citada pela primeira vez na operação.

Paulo Bernardo esta recluso, saiu de cena, não tem mais ambições políticas. Gleisi não. Quer sempre o poder. Tem desafiado a justiça ultimamente. É defensora intransigente do PT e do seu ídolo Lula.

O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da presidente nacional do PT, nesta terça-feira (19), terá consequências maiores do que a simples condenação ou absolvição da senadora. As implicações não serão apenas judiciais; mas também políticas. Condenada, Gleisi e o próprio Lula tendem a perder força dentro do PT – o que aumentará a divisão do partido. Além disso, é possível que cresça a pressão interna para que o ex-presidente desista o quanto antes de sua candidatura ao Planalto para apoiar um aliado.

Por outro lado, se Gleisi for absolvida, a estratégia de manter Lula na disputa presidencial seguirá firme. E o grupo lulista continuará dando as cartas no partido ainda que o ex-presidente não seja candidato.

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