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Revista Panorama Sócioeconômico confirma que Bento é mais segura do que andam dizendo por aí.

Em um café da manhã, realizado nesta segunda-feira (25) na sede do CIC- Centro da Indústria Comércio e Serviços de Bento Gonçalves, pesquisadores da UCS apresentaram resumidamente os mais recentes dados da economia do município que constam da última publicação da revista "Panorama Sócioeconomico de Bento Gonçalves". Os dados são de 2018 e do primeiro semestre deste ano.

Os indicadores mostram que houve melhorias em todos os setores. Pela primeira vez desde 2014, a indústria de Bento Gonçalves, responsável por quase 60% do faturamento do município, apresentou crescimento real positivo – o índice, descontada a inflação, foi de 1,8%. A boa nova não apareceu como fato isolado. "Outros setores, como comércio e serviços, que também vinham sofrendo com a crise econômica, apresentaram em 2018 variações reais positivas maiores, de 3,6% e 6,8%, respectivamente", revela a professora doutora da UCS Cíntia Paese Giacomello, uma das responsáveis pela análise dos dados.

Entre as principais conclusões do levantamento esta a constatação de que o setor industrial retomou o crescimento e de um modo geral todos os indicadores são positivos. Os destaques ficaram por conta do setor metalmecânico que apresentou crescimento de 14% no faturamento. De um modo geral a indústria faturou 1,8% +, o comércio 3,6%+ e o setor de serviços, 6,8% +, descontando a inflação.

Outro setor, o da construção civil também aponta para uma economia em recuperação. Houve crescimento de 13% no número de empregados formais entre 2017 e 2018 neste segmento.

Outros indicadores, como o da segurança demonstram que todos os índices estão em queda. Até mesmo o número de homicídios deste ano está menor do que no ano passado. As estatísticas de segurança, mostram que Bento é mais segura do que andam dizendo por aí. O relatório mostra que a queda total dos indicadores de segurança em 2018 foi de 23% quando comparado com o ano anterior.

Outro dado que chama atenção é o número de empresas por habitantes. Uma empresa para cada 13 habitantes, o que revela que a economia esta mudando, ou seja, há uma redução no número de Pessoas Jurídicas com acentuada migração para as MEIs ( Micro Empreendedores Individuais).

A 48ª edição da publicação do Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC-BG) contou com o trabalho de coleta e análise dos professores da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

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