Quando o desperdício do dinheiro público é causado pelo cidadão

Impressionante o número de ausência de boa parte da população que utiliza o atendimento gratuito do SUS a consultas e exames. Toda vez que uma consulta médica é agendada, um grande esforço financeiro e humano foi investido para que isso ocorresse, como ato contínuo espera-se que a referida consulta seja efetivada. Sabemos que o não comparecimento do paciente nestas consultas, causam transtornos assistenciais, administrativos e financeiros. A realização de exames e a consequente não retirada deles, também. Resumindo o cidadão marca consulta, não vai, tira lugar de outro, deixa o médico de plantão a toa. Ou faz o exame que o médico pediu, e não retira. Dinheiro público jogado no ralo.

O custo com o que os profissionais da saúde chamam de absenteísmo – a ausência não justificada aos compromissos – causou um impacto financeiro de pelo menos meio milhão de reais aos cofres públicos em Bento Gonçalves no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho deste ano, o percentual de ausências, incluindo a Oftalmologia, foi de 16,4%.

Um dinheiro que poderia ser aplicado, por exemplo, na ampliação da oferta de exames, cirurgias eletivas e até na construção de unidades de estratégia de saúde da família, gargalos unânimes em todas as cidades. Em época que se exige muito do poder público e dos políticos, é ora também de repensar atitudes de cidadania e responsabilidade compartilhada.

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