Guedes dispara contra a Câmara e Maia responde: "Usina de Crises"

Resultado de imagem para maia rebate guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez duras críticas ao novo texto da reforma da Previdência, apresentado pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP) na comissão especial da Câmara. O ministro reclamou da retirada da aplicação automática das regras a estados e municípios, da exclusão da capitalização e da criação de uma nova regra de transição para atender ao "lobby dos servidores públicos".

A regra inserida no texto pelo relator permite ao servidor público que já tiver ingressado no serviço público aposentadoria aos 60 anos de idade, se homem, e 57 anos, se mulher, caso ele pague um pedágio de 100% sobre o tempo que falta para ele se aposentar. Será preciso, ainda, ter 20 anos de serviço público e cinco no cargo.

No caso do trabalhador da iniciativa privada, ele terá de pagar um pedágio de 100% sobre o tempo que falta hoje para se aposentar e ter, no mínimo, 57 anos e 30 de contribuição, no caso das mulheres, e 62 anos de idade e 35 de contribuição, caso dos homens.

O ministro disse que essas novas regras de transição afrouxaram a economia esperada com a reforma em R$ 100 bilhões, o que não era esperado por ele. Com isso e com as outras mudanças propostas, a economia com a reforma caiu de R$ 1,237 trilhão ao longo de dez anos para R$ 863,4 bilhões.

Guedes criticou ainda duas medidas inseridas pelo relator no texto da reforma para compensar essa perda de arrecadação – a elevação da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cobrada sobre bancos e a transferência para a Previdência Social de recursos do PIS/Pasep que iam para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), usado pelo BNDES em seus financiamentos.

O ministro se mostrou irritado ainda com a retirada da reforma da previsão de o governo lançar uma novo regime previdenciário, baseado no sistema de capitalização. "Eu esperava que cortassem o BPC e o rural e ficasse R$ 1 trilhão. Eu alertei várias vezes, com R$ 1 trilhão nós conseguimos lançar a nova Previdência, que é o compromisso com as futuras gerações.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na tarde desta sexta-feira (14) que o ministro da Economia, Paulo Guedes, "está gerando uma crise desnecessária" e que o governo Bolsonaro virou uma "usina de crises". "A vida inteira o ministro da Economia sempre foi o bombeiro das crises. Agora o bombeiro vai ser a Câmara. Nós não vamos dar bola para o ministro Paulo Guedes com as agressões que ele fez agora ao parlamento." Maia disse que blindou a reforma da Previdência de crises que são geradas pelo governo. "Nós queremos deixar claro que essa usina de crises que se tornou nos últimos meses o governo não vai chegar à Câmara. Nós vamos blindar a Câmara."

Postagens mais visitadas deste blog

Gleisi Hoffmann, a senadora dos olhos verdes do PT tinha um amante

Fim da cobrança por marcação antecipada de assento em aeronaves depende agora da Câmara

Grupo Doha apresenta detalhes do porto de Arroio do Sal