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Bento não tem dívida de R$ 80 milhões

Deu no Pioneiro
Em entrevista ao jornal Pioneiro nesta terça-feira, o prefeito de Bento Gonçalves Guilherme Pasin comentou sobre as recentes declarações do ex-vice Gabardo que diz que a Prefeitura tem dívida superior a R$ 80 milhões. Pasin vê desconhecimento nas declarações do ex-vice, e diz que Prefeitura não deve 80 milhões – é erro grave de interpretação. 

Divergência em torno da dívida é de R$ 60 milhões

Em janeiro de 2013, a dívida da prefeitura de Bento era de R$ 50 milhões – dados do próprio Executivo. Desses, R$ 37 milhões eram para fornecedores, e o restante, de encargos trabalhistas e empréstimos. O ex-vice Mario Gabardo (PMDB) assegura que a dívida do Executivo saltou para R$ 80 milhões em 2016.

Na tarde de segunda, na sede do PMDB, Mario disse que a dívida começou a crescer após a saída de seu filho, César Gabardo, então secretário-geral de Governo – exonerado por Pasin em abril de 2014.

Segundo Mario, seu levantamento considera as dívidas empenhadas e que têm prazo para serem pagas. Ele diz que o rombo pode ser ainda maior, uma vez que os valores de empréstimos não aparecem no Portal da Transparência:

– Pegamos a prefeitura com R$ 4,5 milhões de empréstimos. Hoje, ultrapassam os R$ 20 milhões.

Por telefone, Pasin classificou as declarações de Mario como ¿uma completa irresponsabilidade¿. O prefeito admite uma dívida de pouco menos de R$ 20 milhões. Segundo ele, R$ 36 milhões de estimativa de ações judiciais em curso; R$ 11 milhões de financiamentos a longo prazo; R$ 9,5 milhões para pagamento de férias e 13º; R$ 4 milhões de empréstimos e financiamentos a curto prazo; e R$ 2 milhões de parcelamentos do Pasep, que somam R$ 63,5 milhões, devem ser descontados dos R$ 80 milhões.

– Pagamos as contas de exercícios anteriores no valor de R$ 48 milhões. Os R$ 63 milhões não podem ser considerados dívidas. É um jogo de informações que justifica o momento político – criticou.

Pasin descartou a possibilidade de parcelamento de salários.– O esforço diário de cortes é para que não ocorra isso. Não admitimos essa hipótese – afirmou.

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